Vale ON sobe forte com alta de ADRs em Nova York

As ações ON da Vale do Rio Doce são destaques de alta no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, com valorização de 3,10% às 13h20, cotadas a R$ 53,60, após 689 negócios e giro financeiro de R$ R$ 33,5 milhões. Os papéis PNA sobem 2,38%, a R$ 45,56, com 3.543 negócios concluídos e giro de R$ 146 milhões. Ao mesmo tempo, os ADRs de ONs da empresa avançam 3,13%, a US$ 25,04, em Nova York. Segundo operadores, após a aquisição da Inco os investidores estrangeiros estão comprando Vale por meio dos papéis negociados na Bolsa de Nova York (Nyse). Como os ADRs são de classe ordinária, é essa mesma classe de ações que sobe mais forte aqui na bolsa paulista. Além disso, voltaram a circular rumores de que a mineradora poderia unificar os dois tipos de papéis em uma operação nos moldes da realizada neste ano pela Embraer. Pelos comentários, essa operação equacionaria o diferencial de liquidez entre as ações PN na Bovespa e os ADRs de ON em Nova York. O resultado dessa transação seria a migração para um nível mais alto de governança corporativa, compensando, em parte, uma possível perda do investment grade conquistado. As agências de classificação de risco já alertaram sobre essa possibilidade em razão do endividamento que a mineradora está contraindo para a honrar a compra da Inco. Também comentou-se que, após a unificação dos papéis, a Vale poderia fazer até uma oferta de ações ordinárias, realizando assim uma espécie de hedge para a aquisição da canadense. A leitura é de que, se Vale está comprando um ativo no pico do ciclo de alta (níquel) poderia vender outro ativo também no pico de ciclo de alta (minério de ferro). Enquanto o níquel atravessa o melhor momento da história, cotado a US$ 32.700,00, contra a média de US$ 14.778 do ano passado, o preço do minério de fero subiu mais de 100% nos últimos três anos. O fim do ciclo de alta do minério já estaria próximo, considerando que os preços subiram 75% em 2005 e 19% neste ano. O Ministério do Comércio da China estimou hoje em seu site que os preços globais da commodity devem cair em razão da iminência de haver uma oferta ampla do produto.

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