Varejo melhor deve levar bolsas de NY a abrir em alta

As bolsas norte-americanas devem iniciar o pregão desta quinta-feira, 13, em alta, apontam os índices futuros. Dados melhores do que o esperado das vendas do varejo e dos pedidos de auxílio-desemprego, que caíram para o menor nível em três meses, animam os investidores nesta manhã em Wall Street. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro avançava 0,23%, o Nasdaq ganhava 0,36% e o S&P 500 subia 0,27%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

13 de março de 2014 | 10h28

Depois de alguns dias de marasmo na divulgação de indicadores nos EUA, a quinta-feira tem agenda mais intensa. As vendas no varejo subiram 0,3% em fevereiro ante janeiro. A previsão dos economistas era de expansão de 0,2%, segundo consenso calculado pela Dow Jones.

Para a diretora do departamento de Análises Macroeconômicas do instituto The Conference Board, Kathy Bostjancic, a alta de 0,3% é "saudável", sobretudo quando se considera o inverno rigoroso, que fez as pessoas ficarem mais tempo dentro de casa. Esse é um dos motivos, avalia, de as vendas pela internet terem crescido 1,2% no mesmo período. Para a primavera (nos EUA), a expectativa é de que a expansão se acelere, escreveu a economista em um e-mail comentando os números de hoje.

Apesar da alta acima do esperado, o presidente da Willett Advisors, Steve Rattner, avalia que as vendas poderiam crescer em ritmo mais forte no país, não fossem os salários nos EUA estarem praticamente estagnados desde a crise de 2008. O fato de a renda das famílias não crescer ou aumentar muito pouco tem impedido uma maior expansão do comércio e, por sua vez, impedido que a atividade econômica se acelere, disse ele.

Além das vendas do varejo, saíram hoje as solicitações de auxílio-desemprego da primeira semana de março. No período, os pedidos caíram para 315 mil. A previsão era de que ficassem em 330 mil. Já o índice de preços das importações subiu 0,9% em fevereiro ante janeiro, acima do ganho de 0,4% esperado e um indício de que a inflação - persistentemente baixa - do país pode ganhar força.

Após a divulgação dos indicadores, os índices futuros aumentaram os avanços. Mesmo com novos números mostrando desaceleração na China, o mercado começou a manhã em alta, com as atenções voltadas mais para o mercado interno. Dados fracos da China já haviam influenciado Wall Street negativamente em pregões anteriores desta semana.

Logo após a abertura do mercado, às 11h (de Brasília), deve atrair atenção a audiência que o Comitê Bancário do Senado faz para aprovar a nomeação de Stanley Fischer para a vice-presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e de mais dois diretores que terão poder de voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). O interesse maior é para a parte de perguntas e respostas. Ontem, foi divulgado o depoimento de Fischer, que afirmou que a economia ainda precisa dos estímulos monetários do Fed.

No noticiário corporativo, a Comissão Federal de Comércio anunciou que vai investigar a Herbalife, fabricante de produtos para emagrecimento. No pregão de quarta-feira, 12, o papel chegou a cair 15%. Hoje, no pré-mercado, a ação recuava 0,12%. A empresa afirmou que a investigação vai ajudar o mercado a entender melhor a companhia. A Herbalife é acusada pelo bilionário investidor de fundos de hedge, William Ackman, de operar no esquema de pirâmide.

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