VCP quer triplicar valor de negócios até 2010

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) deve investir cerca de US$ 200 milhões em 2007, disseram ontem José Luciano Penido, presidente, e Valdir Roque, diretor de Relações com Investidores da companhia. Em 2006, os executivos calculam que os investimentos chegarão a US$ 250 milhões. O valor não inclui os aportes na planta de celulose que está em construção em Três Lagoas (MS), derivada da troca de ativos com a International Paper (IP).A troca será feita em 1º de fevereiro de 2007. Pelo acordo, a VCP vai transferir a fábrica de Luiz Antonio para a IP, que, por sua vez, entregará a planta de Três Lagoas. Para garantir a construção, a IP ainda fará um depósito de US$ 1,150 bilhão em novembro para a VCP.Ontem, os executivos da companhia estavam em Nova York para participar do toque de sino no encerramento da bolsa. Durante o VCP Day, os executivos salientaram que "o objetivo da empresa está alinhado ao do Grupo Votorantim, que é o de triplicar o valor de seus negócios até 2010".Ano atípicoA receita da VCP em 2007 deverá ficar abaixo do nível registrado em 2006, segundo previsões de Penido e Roque. Os executivos não arriscaram um número fechado, mas observaram que 2007 será um "ano atípico", por conta da troca de ativos com a IP. "Teremos 30 dias da fábrica de Luiz Antonio (que será transferida em fevereiro para a IP) e o consórcio da Ripasa entra em funcionamento em janeiro."Para 2020, a empresa aumentou a projeção de produção de celulose para 6 milhões de toneladas, ante meta inicial de 4 milhões de toneladas. Para o segmento de papel, a meta continua em 2 milhões de toneladas. As vendas estimadas para aquele período são de US$ 4 bilhões."A meta é aumentar gradualmente a produção de celulose. Em 2012, a produção total deverá ser de 90% de celulose e 10% de papel", estimaram os executivos. "A vantagem da VCP em relação a outras companhias está na área florestal. O clima brasileiro fornece uma combinação de fatores incomparável a outras geografias."O acordo com a IP já sinalizava que produção de papel não despertava tanto interesse por ser muito dependente do mercado interno, que tem crescido pouco. No final de 2004, a VCP havia comprado, com o grupo Suzano, a fabricante de papel Ripasa.

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