Veja como fechou o mercado da dívida externa ontem

Os bônus da dívida de países emergentes oscilaram dentro de uma faixa estreita em Nova York, ontem, com a maioria dos principais papéis registrando pequenas variações no dia. Aparentemente, os investidores deixaram de lado as preocupações adicionais sobre as restrições ao crédito bancário na China, que podem ter implicações significativas para a América Latina, uma vez que os laços entre as duas regiões se fortaleceram durante a crise global.

Suzi Katzumata,

27 Janeiro 2010 | 14h17

 

Também um alerta da agência de risco Standard & Poor's de que pode rebaixar o crédito soberano do Japão teve pouco impacto sobre os bônus dos países em desenvolvimento. O spread de risco do índice Emerging Market Bond Index Global do JPMorgan ficou inalterado em 312 pontos-base sobre os Treasuries no final da tarde, com um declínio de 0,25% no dia.

 

Com os bônus latino-americanos no geral fracos, os investidores estavam particularmente interessados em reduzir a exposição nos créditos venezuelanos altamente voláteis e que tinham registrado ganhos consideráveis nos últimos meses, quando muitos buscavam por yield (taxa de retorno). "Eles (os bônus venezuelanos) tiveram uma boa alta, portanto, estamos vendo algumas pessoas realizando lucro agora que a região está no geral em baixa", disse um trader em Nova

York.

 

O movimento ocorre um dia antes da decisão de política monetária do Federal Reserve. Muitos investidores e analistas veem um potencial aumento nas taxas de juro como o próximo principal catalisador do mercado de bônus emergentes.

 

Os bônus da Hungria caíram em reação à oferta soberana de US$ 2 bilhões em bônus de 10 anos, com spread de 265 pontos-base sobre os Treasuries comparáveis. Os coordenadores da emissão - Citigroup e Deutsche Bank - receberam ao redor de US$ 7 bilhões em pedidos, segundo uma fonte próxima à questão. O spread de risco da Hungria no Embig subiu 25 pontos-base para 227 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 0,57% no dia.

 

Em Nova York, o Global40 - principal título da dívida externa brasileira - subiu 0,25 para 133,625 cents (preço de oferta).

 

Em São Paulo, na corretora ICAP, o Global40 foi cotado a 133,50 cents, que também foi a mínima do dia; a máxima foi de 133,65 cents.

 

O Tesouro Nacional informou que precisará de um total de R$ 372,2 bilhões (US$ 205,6 bilhões) para o serviço de sua dívida doméstica e estrangeira em 2010. O número ficou abaixo da necessidade de financiamento sob o plano de 2009, que previa R$ 379,7 bilhões.

 

O Brasil vai buscar este ano estender os vencimentos e oferecer mais bônus benchmark da dívida em moeda local, de acordo com Kathryn Rooney Vera, estrategista da Bulltick Capital Markets em Miami. "Mesmo com as taxas de juro locais em seu menor nível histórico, os bônus brasileiro denominados em real proporcionam yields (taxa de retorno) suculentos neste mundo de juro baixo" e muito conforto para um investidor de bônus soberanos, segundo Rooney Vera. As informações são da Dow Jones e de fontes do mercado.

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