Venda de ações do Banco do Brasil acaba amanhã

Os investidores têm até amanhã para fazer a reserva de compra de ações do Banco do Brasil (BB) em oferta pública. Estão sendo oferecidas 45.441.459 ações ordinárias, que representam 7,6% do capital total da instituição e cujo valor ontem era de R$ 2,2 bilhões (cotação de R$ 48,79). Do total, 20% estão sendo destinados a pessoas físicas. Cada investidor pode comprar no mínimo R$ 1 mil e, no máximo, R$ 300 mil. Para isso, vai determinar o preço que pretende pagar pelas ações do banco. De acordo com as regras, caso o preço final da oferta seja maior que o preço estipulado pelo investidor, o pedido de reserva não será efetivado. Já se o preço determinado pelo investidor for maior ou igual ao efetivado na oferta, o investidor terá suas ações adquiridas pelo preço menor. O valor das ações será definido dia 26 e o débito na conta do investidor será dia 29. Para conhecer os detalhes da operação, o BB recomenda que os investidores leiam o prospecto antes de aderir à oferta pública. Mas será preciso muita paciência para conferir todos os dados e informações que a instituição fornece nas 871 páginas do documento. "O investidor que está acostumado ao mercado acionário sabe bem que informações precisa verificar", afirma o analista do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad) Edson Carminatti. O problema será para aqueles investidores que querem estrear na Bolsa de Valores e não conhecem bem o mercado. Nesse caso, a opção será procurar a ajuda de profissionais de corretagem. Cinqüenta e nove corretoras estão autorizadas a fazer as reservas de compra das ações. Nenhuma, no entanto, quer comentar sobre a evolução do processo, se a demanda está forte ou não. A preocupação é não contrariar as determinações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pode cancelar a oferta em caso de vazamento de informações. Segunda chance Esta é a segunda vez que o BB tenta fazer uma oferta pública de ações. A primeira ocorreu em 2002 e foi um fracasso. Alguns investidores perderam dinheiro, já que a oferta foi suspensa pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por causa da fraca procura por investidores institucionais (fundos de pensão e estrangeiros). Desta vez, no entanto, a instituição espera concluir a oferta pública, apesar de não ter o apelo do uso do Fundo de Garantia (FGTS) para comprar as ações. O banco montou uma campanha publicitária, estrelada pela atriz global Fernanda Montenegro, para atrair o interesse dos investidores, o que tem surtido algum efeito no mercado.

Agencia Estado,

22 de junho de 2006 | 09h47

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