Vendas da Diageo no Brasil crescem 20% ao ano desde 2003

O Brasil virou um dos mercados estratégicos para a Diageo nos últimos tempos. O País é o segundo maior consumidor de Johnnie Walker do mundo - recentemente ultrapassou os Estados Unidos e agora perde apenas para Grécia - e seu faturamento cresce cerca de 20% ao ano desde 2003. A subsidiária tem peso importante no faturamento de US$ 1,2 bilhão da região América Latina.A principal razão para a melhora recente dos números é a consistência dos investimentos da companhia no País, mesmo em tempos de crise. "Quando o dólar foi a R$ 4, antes das eleições de 2002, nós seguimos investindo, principalmente em marketing. Na época, todo mundo estava com medo", diz Randy Millian, presidente da Diageo para a América Latina . "Nós sabíamos que o Brasil iria se recuperar um dia . Se você quer fazer algo nos mercados emergentes, não pode ficar de fora do Brasil, México, Rússia, Índia e China."Quando o bom momento chegou, a Diageo já estava preparada. A combinação de aumento de renda e queda do dólar nos últimos três anos foi fundamental para o bom desempenho. O impacto do câmbio é relevante para a subsidiária, que tem 70% do seu faturamento nas bebidas importadas.A boa fase coincidiu com uma mudança interna na filial brasileira. Há quatro anos, a Diageo iniciou um projeto para melhorar o clima de trabalho. A companhia introduziu horários mais flexíveis, passou a explicar melhor o plano de carreira - e colocá-lo em prática também -, a se preocupar em dar mais retorno de desempenho aos funcionários e cobrar mais criatividade do time.Em janeiro do ano passado, veio a mudança mais visível. A Diageo mudou de endereço e aboliu boa parte das paredes do escritório. "Todos os diretores saíram de suas salas e foram para um mesão, como no Bradesco", compara Millian.Pelo visto, o ambiente mais arejado deu resultado. Neste ano, a subsidiária lançou a Caipiroska, considerada a melhor inovação da Diageo no mundo. Trata-se de uma mistura de vodca com limão, já levemente adoçada. A nova bebida começará a ser vendida na América Latina e Estados Unidos.América LatinaA América Latina, puxada pelo Brasil, foi uma das regiões com melhor desempenho nos resultados da Diageo mundial divulgados na semana passada."Enquanto nossos negócios no Oriente Médio e em viagens internacionais encontraram alguns desafios específicos neste trimestre, isso foi compensado pelo forte e contínuo crescimento na América Latina", informou o presidente mundial da Diageo, Paul Walsh, em comunicado. Além da Johnnie Walker, a Diageo é dona de marcas como Smirnoff e Guinness.

Agencia Estado,

23 de outubro de 2006 | 09h05

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