Vendas de ônibus no País devem crescer 21,5% em 2006

Apoiadas pelo aumento dos negócios por conta do ano eleitoral, pela redução das taxas de juros e ainda pela disponibilização do Finame Leasing, as vendas de ônibus no Brasil devem crescer 21,5% em 2006, em relação ao ano passado, segundo a média das previsões da DaimlerChrysler, Volkswagen e Scania. A projeção das três empresas é de que sejam comercializadas 18,6 mil unidades para o mercado doméstico neste ano, ante 15,370 mil vendidas em 2005. A expectativa para 2007 das três companhias é de manutenção desse volume. As previsões das montadoras indicam que a produção desse tipo de veículo deve totalizar 35,5 mil unidades em 2006, o que representa um ligeiro aumento em relação ao ano anterior, quando 35,2 mil ônibus foram produzidos. Para 2007, a projeção é de estabilidade. Para as exportações, a média das projeções das três montadoras indica um total de 17 mil unidades, com recuo de 10,5% sobre o ano anterior. Para 2007, a tendência é de manutenção do ritmo de queda, com um volume de 16,1 mil unidades vendidas ao mercado externo. Os números foram divulgados hoje pelos executivos das três montadoras, durante seminário sobre perspectivas da área realizado pela Autodata.De acordo com o CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, o setor inicia o ano em geral com vendas baixas, eleva o volume no segundo e terceiro trimestres e reduz novamente o ritmo nos últimos três meses do ano. "Em 2006, no entanto, com a disponibilização do Finame Leasing para os bancos das montadoras a partir de setembro, as vendas devem ter um salto nos últimos meses do ano, ao contrário do que acontece historicamente", explicou.Segundo o executivo, a linha oferece financiamento de 100% do veículo com prazos de pagamento que variam de 48 a 108 meses, dependendo do modelo. "Além disso, a redução da taxas de juros favorece a compra desse tipo de veículo", afirmou. Com esse crédito disponível, a expectativa do mercado que processo de renovação da frota no Brasil seja acelerado. O diretor de vendas de veículos comerciais da Daimler-Chrysler, Gilson Mansur, ressaltou que a perspectiva de redução das exportações deve-se basicamente ao câmbio desfavorável. "Precisamos elevar os preços para compensar o dólar e isso acarreta em uma redução das exportações", disse. O executivo destaca, no entanto, que a manutenção das exportações é importante para manter o nível alto de produção nas unidades brasileiras.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 17h51

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