"Vôo para a qualidade" estressa mercado brasileiro

Os juros negociados no mercado futuro testaram novas máximas nesta tarde, sobretudo nos vencimentos mais longos, conforme as taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos aceleravam suas baixas. Operadores ouvidos pela Agência Estado são unânimes em dizer que aumentou a percepção de que há um movimento de troca de ativos aplicados em países emergentes para ativos de menor risco, como os títulos do Tesouro norte-americano. É o famoso "flight to quality", ou "vôo para a Qualidade". Pela manhã, ocorria exatamente o contrário: os juros dos títulos do Tesouro dos EUA mostravam leve alta e, aqui, os juros do depósito interfinanceiro (DI) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) recuavam. O juro do DI com vencimento para janeiro de 2008 chegou a bater a máxima de 15,11% ao ano, voltando em seguida para a faixa de 15,04%. Ontem, tinha fechado a 14,95% anuais e o ajuste para a abertura do dia era 14,94%. O risco país subia 3 pontos, a 263 pontos-base. O mesmo movimento de fuga para a qualidade pressiona o dólar. A moeda norte-americana abriu em baixa, mas virou no meio da manhã. Às 12h41, era cotada a R$ 2,199 na ponta de venda, com alta de 1,15%, no pregão viva-voz da BM&F, e R$ 2,196, com ganho de 0,97%, no balcão (comercial). Nas máximas, chegou a passar de R$ 2,20. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que subia na abertura, recuou junto com as bolsas americanas. Às 12h42, a o Ibovespa operava em baixa de 1,21%, aos 37.338 pontos.

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