Voz sobre internet avança no País

A telefonia baseada em voz sobre IP (sigla inglesa de protocolo de internet) deve crescer 23% ao ano até 2010, de acordo com a consultoria IDC. "Existe muito potencial no Brasil", afirmou o analista Brendan Conroy, da consultoria. "Há uma grande oportunidade para atender a pequenas e médias empresas."A telefonia via internet usa uma conexão de banda larga, que pode ser da própria operadora de telefonia fixa, para fazer ligações mais baratas, principalmente de longa distância. A redução de gastos de telefonia chega a 70%. Em 2010, deve estar em 41% das casas com banda larga.A IDC identificou 82 provedores de serviço, entre corporativos e residenciais. "Em um ou dois anos, a maioria terá fechado", afirmou Conroy. "O mercado está saturado e muitos não têm dinheiro para oferecer um serviço de qualidade."A situação do mercado hoje se compara ao da internet antes do estouro da bolha de tecnologia, em abril de 2000. A maior empresa de telefonia via internet hoje no Brasil é a Vono, que pertence à GVT, concorrente da Brasil Telecom. Em 2008, o número de linhas de voz sobre IP deve alcançar 2,1 milhões no Brasil.É um mercado que atraiu empreendedores de ondas anteriores de investimento em tecnologia, como a própria internet e as espelhinhos, criadas para concorrer com as concessionárias de telefonia fixa. A Hip Telecom pertence a Paulo Humberg, criador do site de leilões Lokau. Conhecedor do mercado das pontocom, Humberg diz que a voz sobre IP é "internet com dinheiro".A Transit Telecom e a Tmais surgiram como espelhinhos e hoje operam telefonia via internet. A Locaweb, que tem como atividade principal a hospedagem de sites, hoje oferece PABX virtual, via internet.Alexandre Flit, que criou a Alonet em 1999, como operadora de voz sobre internet, hoje é dono da Principal Telecom, que vende PABX IP. No lugar de um equipamento específico, o PABX IP é um software que roda num servidor. "Existem muitas empresas grandes procurando o produto", afirmou Flit.A Voitel existe há 8 anos. Até 2002, pertenceu ao fundo americano Spectrum Telecommunications. Com a crise das pontocom, foi comprada pela Combratel, da família de Pedro Suchodolski, presidente da Voitel. "Podemos oferecer um tratamento diferente para pequenas e médias empresas, que as concessionárias não conseguem", disse Suchodolski.Já a Tellfree começou a operar em 2005. Este ano, recebeu aporte do banco americano State Capital, que comprou 42% da empresa. O diretor-geral da Tellfree, Daniel Duarte Filho, trabalhou no provedor Terra antes de fundar a operadora. "A experiência da internet ajuda muito", apontou Duarte.

Agencia Estado,

21 de agosto de 2006 | 08h49

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