Wall Street abre em baixa, ainda reagindo à atividade fraca

As Bolsas de Nova York abriram em baixa hoje, num dia sem indicadores relevantes. Os sinais de que a atividade industrial norte-americana possa estar seguindo o mercado imobiliário no caminho da desaceleração acentuada devem continuar pesando sobre o mercado de ações. Às 10h38, o índice Dow Jones recuava 0,10% e o Nasdaq, - 0,38%. Ontem as bolsas fecharam em queda forte, derrubadas principalmente pelo declínio bem maior que o esperado do índice do Fed de Filadélfia em setembro. Entre os destaques do lado corporativo hoje está Hewlett-Packard, que perdia quase 2% nas negociações na Alemanha. Ontem, o executivo-chefe da companhia, Mark Hurd, disse que vai testemunhar perante um comitê da Câmara de Deputados dos EUA para falar do caso de espionagem em que a empresa se envolveu. Ford subia, com especulações de que poderá entrar na aliança Renault-Nissan se as negociações entre essas duas fabricantes e a GM falharem. Uma reportagem do Wall Street Journal informando que houve progresso muito pequeno nas conversas entre a GM e a Renault-Nissan provoca queda de 1,7% das ações da maior montadora norte-americana. Boston Scientific Corp caía 8% no pré-mercado, depois de ter feito uma estimativa ruim de receita e lucros para o terceiro trimestre. O grupo espera receita entre US$ 1,97 bilhão e US$ 2,035 bilhões, abaixo da média de US$ 2,175 bilhões estimada por analistas de Wall Street. UBS e Prudential reduziram suas recomendações para as ações da companhia. Nike, ao contrário, subia 4%, depois de anunciar ontem lucro excluindo despesas com opções de ações de US$ 1,63 por ação no trimestre, acima da previsão média de analistas, de US$ 1,41 por ação. O faturamento também veio acima do previsto. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2006 | 10h40

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