Wall Street alavanca bolsas da Ásia; Xangai avança 1,6%

Investidores reagiram bem à possibilidade de recuperação da economia dos Estados Unidos

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agencia Estado,

30 de agosto de 2010 | 08h12

Os mercados asiáticos iniciaram a semana com resultados positivos. Nesta segunda-feira, os investidores reagiram bem à alta em Wall Street e à possibilidade de recuperação da economia dos Estados Unidos.

A Bolsa de Tóquio fechou em alta, mas devolveu grande parte de seus ganhos iniciais enquanto os investidores realizavam lucros ante o desapontamento com as novas medidas de flexibilização monetária anunciadas pelo Banco do Japão (BoJ, banco central). As medidas foram consideradas insuficientes para enfrentar o problemas da deflação. O índice Nikkei 225 terminou com um ganho de 158,20 pontos, ou 1,8%, e fechou aos 9,149,26 pontos, depois de ter atingido a máxima intraday de 9.280,70 pontos.

Após seis sessões seguidas de queda, a Bolsa de Hong Kong se recuperou, impulsionada ainda pelo bom desempenho das ações do peso pesado HSBC, embora as perdas na China Mobile tenham limitado os ganhos. O índice Hang Seng subiu 139,87 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 20.737,22 pontos.

Já as Bolsas da China também foram beneficiadas pelo anúncio de Pequim de que é necessário manter a política macroeconômica estável até o fim do ano. O índice Xangai Composto subiu 1,6% e encerrou aos 2.652,66 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 2,6% e terminou aos 1.158,22 pontos.

O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, com a demanda de final do mês pela moeda norte-americana por parte dos importadores, assim como a alta acima das expectativas da taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,8001 yuans para 6.8025 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8030 yuans, de 6,7982 yuans do fechamento de sexta-feira.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou o dia em alta, mas com desempenho inferior aos dos mercados da região. As empresas de tecnologia recuaram diante do anúncio da Intel, que reduziu sua previsão da receita do 3º trimestre. Os ganhos foram liderados por empresas financeiras e de alimentos. O índice Taiwan Weighted subiu apenas 0,2% e fechou aos 7.741,20 pontos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em alta, impulsionada pelo discurso do presidente do FED, Ben Bernanke, de que o banco central dos EUA está pronto para fazer o que for necessário para estimular a recuperação da economia. O índice Kospi subiu 1,8% e terminou aos 1.760,13 pontos.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, teve sua maior alta em cinco semanas, refletindo o otimismo que se seguiu às declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, na sexta-feira. O índice S&P/ASX 200 ganhou 1,9% e encerrou aos 4.452,7 pontos.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila não funcionou devido a um feriado.

A Bolsa de Cingapura subiu ajudada por indicações de que o Federal Reserve (banco central americano) continuará a dar suporte ao crescimento econômico dos EUA. No entanto, enfraquecimento dos papeis do setor imobiliário conteve os ganhos, com novas ações do governo para conter especulações do setor pesando sobre o desenvolvimento da área, particularmente aquela com alta exposição no mercado residencial doméstico. O índice Straits Times ganhou 0,6% e fechou aos 2.957,06 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta recuou no meio da tarde, uma vez que os fundos continuaram a realizar lucros antecipando-se à esperada alta da inflação em agosto, a ser anunciada quarta-feira. O índice cedeu 0,2% e fechou aos 3.098,92 pontos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, avançou 1,0% e fechou aos 909,65 pontos, seguindo os ganhos nas demais bolsas regionais.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,8% e fechou aos 1.422,49 pontos, animado com os fortes resultados corporativos no segundo trimestre. As informações são da Dow Jones

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