Wall Street cede com os primeiros balanços corporativos

As Bolsas de Nova York abriram o pregão viva-voz em baixa. O índice Dow Jones caía 0,42% às 10h34, seguido pelo Nasdaq, que recuava 0,55%. A Alcoa abriu ontem o calendário da temporada de balanços oferecendo impressões, no mínimo, capazes de facilitar um ajuste em queda das ações em Nova York, as quais registraram excepcional alta em setembro e no início de outubro. Ao contrário do desejável, a maior produtora de alumínio do mundo disse que seu lucro veio abaixo do esperado. Na esteira, a companhia de biotecnologia Genentech, que também divulgou balanço ontem, informou lucro somente um pouco acima do esperado. Ainda ontem a Legg Mason, um dos maiores administradores de fundo mútuo dos EUA, alertou que seu lucro não atingirá o previsto pelos analistas no mais recente trimestre. Assim, os futuros de Nova York abriram no negativo, sugerindo queda também para o início dos negócios na sessão regular em Wall Street. Os balanços devem centrar atenção dos investidores nas próximas semanas e muito provavelmente ser o principal fator de orientação dos negócios. Hoje, entretanto, como a agenda de balanços é praticamente irrelevante, a ata do Fomc (15h) e o discurso do presidente do Fed de Richmond (14h30) estarão no radar. Acredita-se que a ata reforçará a leitura de que o banco central americano não irá cortar o juro no final do ano ou início de 2007, ao apontar preocupação das autoridades com os riscos de inflação e destacar desaceleração suave da economia. A tensão geopolítica pode também ser motivo para realização. Na Europa, alguns investidores citavam a Coréia do Norte para justificar vendas de papéis nas bolsas da região, que também caem de níveis recorde de alta. Esta manhã, o Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte disse que entenderá eventual pressão dos EUA como declaração de guerra. O Japão declarou que ampliou as sanções contra a Coréia do Norte, proibindo as importações do país e que navios atraquem em seus portos. Rumores, depois negados, de que o país teria conduzido novo teste nuclear nesta quarta-feira pesou nas bolsas da Ásia e sobre o iene. Mas o iene devolveu e o dólar caiu com realização de lucros. Com informações da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2006 | 10h37

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