Wall Street e euro derrubam Bolsas da Ásia

Tóquio caiu 0,5% e Hong Kong registrou perda de 1,8% 

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

19 de maio de 2010 | 07h39

A queda nos mercados norte-americanos foi preponderante para o mau resultado dos pregões asiáticos nesta quarta-feira. Os investidores seguiram ainda preocupados com a crise de débito na Europa e o enfraquecimento do euro.

O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio atingiu a mínima intraday de três meses nesta quarta-feira, uma vez que o euro fraco continuou a puxar para baixo as ações das empresas exportadoras em geral, enquanto o endurecimento da posição regulatória da União Europeia fez vítimas entre as corretoras. O índice caiu 55,80 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 10.186,84 pontos, depois de ter chegado à mínima intraday de 10.041,93 pontos.

A baixa na Bolsa de Hong Kong foi liderada pelo peso pesado HSBC, em meio às expectativas de que a crise europeia possa atingir as instituições financeiras de HK e os exportadores. O índice Hang Seng caiu 365,96 pontos, ou 1,8%, e terminou aos 19.578,98 pontos.

Na Bolsa de Xangai, na China, houve realização de lucros no setor imobiliário, além dos temores de que Pequim possa adotar medidas de aperto. O índice Xangai Composto caiu 0,3% e encerrou aos 2.587,81 pontos. Já o índice Shenzhen Composto avançou 0,4% e terminou aos 997,46 pontos.

O yuan apresentou estabilidade sobre o dólar, apesar da valorização da moeda norte-americana em relação ao euro, uma vez que uma improvável mudança na taxa de câmbio desencoraja a demanda por dólar. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8274 yuans, mesma cotação do fechamento de terça-feira.

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve novamente uma ligeira perda. O índice Taiwan Weighted baixou 0,3% e fechou aos 7.559,16 pontos, na terceira sessão seguida de perdas.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul reduziu as perdas graças à agressiva procura por pechinchas. Ainda assim, o índice teve a terceira baixa consecutiva, de 0,8%, fechando aos 1.630,08 pontos.

O índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney, na Austrália, recuou 1,9% e fechou aos 4.387,1 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou com o índice PSE em queda de 1,3%, terminando aos 3.222,19 pontos.

A Bolsa de Cingapura retomou a queda com a decisão da Alemanha para banir especuladores de tomar alguns tipos de apostas contra os bônus do governo e dos bancos, levando os investidores a correr dos riscos dos mercados de ações e de moedas ao redor do mundo. O índice Straits Times caiu 2,5% e fechou aos 1.774,54 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, caiu 3,7% e fechou aos 2.729,48 pontos, liderado por vendas de estrangeiros em muitas blue chips. Preocupações com a crise de débito na Europa devem manter o mercado em baixa no resto da semana, acreditam traders.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve alta de 0,7% e fechou aos 765,54 pontos, uma vez que os militares tomaram posição contra os manifestantes antigoverno, iniciando novas batalhas no centro da capital. Os investidores tiveram com as movimentações do Exército expectativas de que as manifestações teriam fim. A Bolsa fechou mais cedo devido aos tumultos - antes da rendição dos camisas vermelhas - e não deve abrir hoje e amanhã.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve baixa de 1,6% e fechou aos 1.308,23 pontos, com vendas lideradas pelos setores de tecnologia e agrícola. O sentimento local foi afetado pela crise fiscal europeia e o fraco desempenho dos mercados regionais. As informações são da Dow Jones

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