Wall Street sobe; Nasdaq tem maior pontuação em 13 anos

As Bolsas de Valores de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 17, se aproximando de níveis recordes. Enquanto o S&P 500 encerrou o dia 0,3% abaixo de sua máxima histórica, o Nasdaq atingiu a maior pontuação desde setembro de 2000, a um dia da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre o futuro dos estímulos à economia.

Agencia Estado

17 de setembro de 2013 | 17h53

O índice Dow Jones ganhou 34,95 pontos (+0,23%), finalizando a 15.529,73 pontos. O Nasdaq subiu 27,85 pontos (+0,75%), encerrando aos 3.745,70 pontos. O S&P 500 avançou 7,16 pontos (+0,42%), terminando a 1.704,76 pontos.

Na quarta-feira, 18, às 15h (horário de Brasília), o Fed vai anunciar se mantém as compras mensais de US$ 85 bilhões em ativos. Economistas consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado projetam uma redução de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões nas compras. A autoridade monetária também vai atualizar as projeções para a economia.

No entanto, não há consenso sobre os próximos passos do BC dos EUA. O estrategista-chefe de mercados da Oppenheimer Asset Management, John Stoltzfus, lembra que também há a chance de o Fed anunciar a manutenção dos estímulos, o que resultaria em uma reação positiva do mercado. Caso contrário, a redução dos estímulos já está precificada.

Stoltzfus acredita que qualquer reação do mercado ao comunicado do Fed deverá ser "modesta", mas Mark Newton, analista técnico chefe e sócio da Greywolf Execution Partners, demonstrou preocupação com a complacência dos investidores antes da reunião do Fed. "Muitos de meus indicadores estão sugerindo que o mercado está perto de uma pausa ou de uma reversão", alertou.

A um dia da reunião, foram divulgados os últimos números de inflação ao consumidor dos EUA. Tanto o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) quanto seu núcleo, que exclui as categorias de alimentos e energia, subiram 0,1% em agosto ante julho, exatamente como esperado por analistas. Na comparação anual, o CPI teve alta de 1,5% em agosto e o núcleo subiu 1,8%, ficando abaixo da meta oficial de 2% do Fed.

Também foi anunciado que os EUA tiveram fluxo líquido de capital externo de US$ 56,7 bilhões em julho. No setor imobiliário, a Associação Nacional das Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês) informou que o índice de confiança das construtoras dos EUA ficou em 58 em setembro, inalterado em relação ao número revisado do mês passado e em linha com a previsão de analistas consultados pela Dow Jones Newswires. Mesmo assim, ainda é o maior nível desde novembro de 2005.

No cenário corporativo, as ações da Microsoft subiram 0,39%, após a empresa anunciar uma recompra de ações de US$ 40 bilhões e elevar o valor do dividendo trimestral em 22%.

Os papéis da General Motors também chamaram atenção, ao subirem 1,6%. A maior fabricante de carros dos EUA anunciou que está desenvolvendo um carro elétrico que custará em torno de US$ 30 mil e que pode percorrer 200 milhas (328 km) com uma única carga.

Dentre as blue chips, os destaques de alta foram Boeing (+1,44%), American Express (+1,32%) e 3M (+0,70%). No campo negativo apareceram IBM (-0,99%) e P&G (-0,33%). Fonte: Dow Jones Newswires.

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