Wellstream investe R$ 100 mi em fábrica de linhas flexíveis no Rio

A britânica Wellstream - fabricante de linhas flexíveis para plataformas de petróleo - lançou hoje em Niterói (RJ) a pedra fundamental de primeira fábrica no Brasil, que será inaugurada em oito meses, a partir de investimentos de R$ 100 milhões, com geração de 300 empregos diretos e 2 mil indiretos.Numa primeira fase, a empresa vai fabricar 150 quilômetros de linhas flexíveis por ano, o equivalente a um quarto do total consumido pela Petrobras e que até então vinha sendo importado. Com a substituição do equipamento importado, a estatal brasileira deverá reduzir seus gastos em 20% sem impostos ou até 40%, considerando os impostos sobre o produto, disse o gerente de compras de equipamentos de risco da estatal, Sérgio Porciúncula. Com a instalação da Wellstream no Brasil, ele acredita que a Petrobras vai reduzir o conteúdo importado nesta faixa de compras de 30% para 15%.A Wellstream é a segunda fabricante de linhas flexíveis de um total de três empresas mundiais que atuam na área, a se instalar no País. A francesa Technip inaugurou no ano passado uma base em Vitória, com capacidade para produzir 350 quilômetros.Segundo Porciúncula, o interesse dessas empresas pelo Brasil se explica pelo fato de a Petrobras ser a principal compradora do equipamento no mundo hoje, respondendo por 60% da demanda anual. O produto é necessário para transportar até a plataforma de produção o óleo tirado do poço em um campo de petróleo.Segundo o presidente da Wellstream no Brasil, Luis Araújo, a produção total da empresa até 2008 já está contratada junto à Petrobras. A expectativa de faturamento já no primeiro ano é de US$ 100 milhões. "Temos ainda a perspectiva de fechar novos contratos com a Petrobras para lançarmos uma segunda fase de investimentos para aumentar a produção a partir de 2008", disse o executivo.Além da fabricação de equipamentos próprios, a unidade em Niterói também continuará recebendo o material importado da matriz para atender não somente a demanda da Petrobras. Uma idéia que vem sendo estudada, segundo Araújo, é trazer para essa base o material utilizado também na costa da África."Importando da matriz para o Brasil ganharíamos dois dias de transporte da carga e ainda poderíamos trazer a plataforma africana para cá para fazer as instalações necessárias, sem precisar investir em uma unidade na África com esta finalidade", explicou.

Agencia Estado,

07 de junho de 2006 | 15h33

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