Xangai recua 0,8%; yuan bate novo recorde de alta

A realização de lucros com ações de bancos e de incorporadoras imobiliárias continuou a pressionar a Bolsa de Xangai, na China, e os analistas prevêem que a correção do mercado deve prosseguir no curto prazo. O principal índice da bolsa, o Xangai Composto, recuou 0,8%. Já o Shenzhen Composto registrou ganho de 1,2%. Os papéis do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês) avançaram 3,5% e os do Banco da China baixaram 2,5%. As ações do setor imobiliário ampliaram suas perdas depois de o governo chinês anunciar a criação de um imposto de 30% a 60% sobre a venda dos projetos, em mais uma tentativa de controlar o superaquecimento do mercado de imóveis. A maior empresa do setor, China Vanke, declinou 1,8%, após ter atingido ontem o limite diário de queda, de 10%. China Merchants Property Development perdeu 4,6% e Poly Real Estate Group desabou 6,9%. O yuan atingiu nova máxima pós-revalorização de julho de 2005, impulsionado pela desconfiança dos ?dealers? em relação ao dólar após o tombo da moeda norte-americana nesta semana. No sistema automático de preços, às 4h54 (hora de Brasília), a cotação do dólar caía para 7,7720 yuans, o nível mais baixo desde a revalorização do yuan, contra 7,7750 yuans no fechamento de ontem. No mercado de balcão, às 5h05, o dólar valia 7,7720 yuans, de 7,7740 ontem, mas chegou a ser negociado por 7,7718, recorde de baixa. Os operadores esperam, contudo, uma recuperação do dólar nas próximas sessões, devido à demanda dos bancos, que aproveitam a cotação baixa para suprir as necessidades de moeda estrangeira por parte de seus clientes. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong subiu 1,1%, fechando em 20.277,51 pontos, devido ao desempenho da peso-pesado das telecomunicações China Mobile, que fechou em alta de 2,8%. No entanto, os bancos chineses realizaram lucros e as construtoras ampliaram o declínio depois da decisão de Pequim de aumentar impostos sobre o setor imobiliário. A exceção foi o HSCB, que ganhou 0,9%. Mas China Construction Bank perdeu 2,2% e Bank of China caiu 1,2%. Entre as companhias afetadas pelas medidas do governo chinês no mercado imobiliário China Resources Land caiu 4,7%, Guangzhou R&F perdeu 3,7% e China Overseas Land recuou 3,5%. Na Bolsa de Taipé, em Taiwan, o índice Taiwan Weighted fechou em alta de 0,8%, puxado pelo setor financeiro. Segundo um operador, os investidores esperam fortes ganhos para as ações deste setor em 2007. Chinatrust Financial subiu 2,4% e Taichung Bank atingiu o limite diário de alta, de 7%. Também atingiram o limite de alta Everlight Electronics e Gold Circuit Electronics, fornecedoras de componentes para o iPhone. A siderúrgica Posco e os bancos lideraram os ganhos na Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, onde o índice Kospi fechou em alta 0,3%. As ações da Posco se valorizaram 2% após a Mitsubishi Corp. confirmar que aumentará sua participação na siderúrgica, de 0,9% para 1,4%. Hyunday Motor caiu 0,2% com a notícia de que o órgão antitruste multará a companhia, acusada de concorrência desleal. Samsung Electronics caiu 1,2%. Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou em alta, após dois dias de queda, puxada pelas ações de bancos e mineradoras. O índice S&P/ASX 200 registrou elevação de 0,5%. A tendência é positiva frente à aproximação da divulgação de balanços, em fevereiro. Woodside Petroleum avançou 2,5% depois de divulgar um volume de produção um pouco acima do previsto. BHP Billiton teve valorização de 0,9%. O índice PSE Composto da Bolsa de Manila, nas Filipinas, ganhou 1,3% e alcançou o maior total de pontos em quase 10 anos, impulsionado pelas compras de investidores estrangeiros. O mercado local busca se posicionar para a divulgação dos balanços corporativos. O setor de telecomunicações liderou a alta: Philippine Long Distance Telephone (PLDT) subiu 3,5%, Globe Telecom se valorizou 4,5%. Compras de fundos de hedge estrangeiros levaram o índice JSX Composto, da Bolsa de Jacarta (Indonésia) a fechar em alta de 1,1%, um desfecho positivo pela quarta sessão seguida, mas realização de lucros por investidores de varejo locais limitaram os ganhos. Papéis de companhias de mineração foram os que apresentaram as maiores altas. Timah subiu 7,8% e Inco, 4,3%. O BCA, segundo maior banco do país em patrimônio, teve alta de 3%. Na Malásia, o índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur encerrou em alta de 0,7% e, na Bolsa de Cingapura, o índice Strait Times terminou a sessão com ganho de 0,8%. As informações são da Dow Jones.

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