Xangai sobe 1,1%; yuan atinge nova máxima pós-revalorização

A Bolsa de Xangai, na China, fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo, puxada pelo fluxo de recursos decorrente do lançamento de novos fundos de ações. O índice Xangai Composto subiu 1,1%, para 2.928,01 pontos. O Shenzhen Composto avançou 1,7%, para 763,20 pontos. Segundo analistas, o Xangai Composto deve se movimentar entre os 2.600 e os 3 mil pontos neste mês, já que não há nenhum grande lançamento de ações programado e os investidores permanecem cautelosos após a recente turbulência dos mercados globais. Como aconteceu ontem, a demanda dos fundos de ações continuou a impulsionar a cotação das blue chips. Citic Securities subiu 6,1%, China Petroleum & Chemical ganhou 1,2%, China Yangtze Power avançou 2,4%. Hua Xia Bank teve alta de apenas 0,3%, apesar das declarações do presidente do banco, Liu Haiyan, de que a instituição pode fazer uma nova emissão no segundo semestre. O mercado ignorou a notícia de que o órgão regulador do câmbio estuda um mecanismo de arbitragem entre as ações tipo A (negociadas na China) e as ações tipo H (negociadas em Hong Kong), e que poderia permitir aos investidores aplicarem diretamente em Hong Kong. Para os analistas, o mecanismo prejudicaria as ações tipo A, que geralmente são cotadas acima dos papéis tipo H. A permissão para que as pessoas invistam diretamente no exterior poderia drenar os recursos hoje aplicados na bolsa chinesa. Mas o mecanismo de livre arbitragem não deve ser colocado em prática tão cedo, acreditam os analistas. A fixação de uma paridade central abaixo da esperada, coincidindo com a visita à China do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, levou o yuan a uma nova máxima pós-revalorização de julho de 2005. A paridade central foi fixada em 7,7386 yuans, rompendo pela primeira vez a barreira dos 7,74 yuans. No mercado de balcão, o dólar recuou para 7,7356 yuans, às 5h30 (hora de Brasília), de 7,74 yuans no fechamento de ontem. No sistema automático de preços, a moeda norte-americana valia 7,7355 yuans, abaixo dos 7,7380 yuans do fechamento de ontem. No passado, a valorização do yuan era ainda mais forte durante as visitas de Paulson (a anterior foi em dezembro). Mas agora que essas visitas se tornaram lugar-comum, a reação do mercado é mais suave. Em um discurso a líderes empresariais e oficiais do governo chinês ontem, Paulsou tocou apenas de passagem na questão do câmbio, dizendo que a rigidez do regime cambial chinês contribui para o problema do excesso de liquidez no país. As informações são da Dow Jones.

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