Xangai teme aperto na fiscalização e recua 1,6%

A Bolsa de Xangai, na China, voltou a fechar em baixa nesta segunda-feira, pressionada pelo aumento das especulações a respeito de um eventual reforço na fiscalização dos órgãos reguladores sobre a utilização ilegal de empréstimos bancários para a compra de ações. O resultado negativo também foi influenciado pela queda das ações tipo ?B?, denominadas em moeda estrangeira, depois que o presidente da Bolsa, Zhu Congjiu, afastou a possibilidade de uma fusão entre as ações tipo ?A? (em moeda local) e tipo ?B?. O índice Xangai Composto perdeu 1,6% e encerrou aos 2.785,31 pontos. O Shenzhen Composto baixou 0,7%, aos 725,82 pontos. Segundo os analistas, uma provável redução da liquidez pode levar o Xangai Composto a romper a barreira psicológica dos 2.500 pontos no curto prazo. Na abertura do congresso da Assembléia Nacional do Povo, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse que o governo empregará um amplo conjunto de medidas para combater o excesso de liquidez no sistema bancário. As ações dos bancos estiveram entre as mais negociadas do dia, em queda depois que o primeiro-ministro prometeu controlar os empréstimos de médio e longo prazos. De acordo com os analistas, isso fará com que os bancos tenham mais dificuldades para manter o atual ritmo acelerado de crescimento dos lucros. China Minsheng Bank recuou 4,5%, Shenzhen Development Bank perdeu 3,7% e China Merchants Bank caiu 3%. No mercado cambial chinês, o yuan continuou a se valorizar frente ao dólar, ajudado pela queda da moeda norte-americana diante do iene. No mercado de balcão, às 4h40 (hora de Brasília) o dólar estava cotado a 7,7445 yuans, contra 7,7465 yuans no fechamento de sexta-feira. No sistema automático de preços, às 4h25, o dólar valia 7,7428 yuans, de 7,7480 yuans na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

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