Suzanne Plunkett/Reuters
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Brasileiros da 3G precisam de US$ 73 bi para comprar Diageo

Banco de investimentos Jefferies acredita que com esse valor é improvável que o acordo seja fechado

O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2015 | 10h12

NOVA YORK - A 3G Capital, do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann, precisa de cerca de US$ 73 bilhões para adquirir a produtora britânica de destilados Diageo, estima o banco de investimentos Jefferies. Com esse valor, é improvável que o acordo seja fechado, conclui o banco. "A 3G precisaria do apoio da Ab-Inbev, na qual detém uma participação de 20%, para comprar a Diageo. Mas, ainda assim, seria uma esperança distante", afirma o Jefferies.

Na sexta-feira, 5, foi noticiado que a empresa de private equity 3G Capital estão considerando uma potencial oferta para comprar a Diageo, maior produtora mundial de destilados. Em seu portfólio, a Diageo inclui marcas como Smirnoff e Johnnie Walker. Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira estariam nos estágios iniciais de estudar uma oferta pela Diageo, segundo reportagem da revista Veja.

Para analistas da consultoria Bernstein, a fusão não é uma boa ideia. "Em mercados maduros, os ativos de produção são muito diferentes (cervejas e bebidas destiladas), os desafios logísticos são dramaticamente diferentes, os canais de distribuição são muitas vezes separados e o estilo de vendas, marketing e construção de marca também são diferentes", afirmam.

As ações da companhia reagiram à notícia de uma possível oferta subindo. Já na sexta-feira o volume de negócios com ações da Diageo nas bolsas dos EUA saltaram mais de 8%. Às 9h20 (de Brasília) desta segunda-feira, as ações da Diageo avançavam 6,62% na Bolsa de Londres.

A empresa ainda não se pronunciou sobre o assunto. Nos últimos anos, a 3G fez uma série de compras, incluindo o Burger King, em 2010 e a HJ Heinz, em 2013, em parceria com o bilionário norte-americano Warren Buffett. (Com informações da Reuters)

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