3M exporta 'test drive' do Brasil para o mundo

Há dois anos, Luiz Eduardo Serafim, principal executivo do marketing corporativo da 3M do Brasil, lia jornal quando viu uma notícia que o interessou. O artigo falava sobre os primeiros clubes de amostras grátis que começavam a aparecer no País. Neles, o cliente pagava uma taxa anual e em troca, experimentava vários produtos gratuitamente. Depois, respondia a um questionário para o fabricante. O modelo, porém, não deu certo.

LILIAN CUNHA, Agencia Estado

16 de julho de 2012 | 10h27

No começo do ano, os clubes fecharam por falta de interesse dos fabricantes, que tinham de pagar para ter os produtos testados. Mas o projeto falido rendeu uma ideia implementada por Serafim na 3M Brasil e que agora vai se espalhar pelo mundo.

"Criamos um site no qual os consumidores se cadastram para receber produtos, testá-los. Depois, eles respondem um questionário sobre a experiência. Batizamos de Test Drive 3M", disse Serafim. Em um ano de testes, 220 mil pessoas em 129 cidades ajudaram a testar nove produtos da empresa, de fitas adesivas e ganchos para pendurar quadros a curativos para espinhas e esponjas para lavar o rosto. Mais de 600 amostras foram distribuídas e 400 comentários de usuários foram analisados. O investimento? R$ 50 mil em 12 meses.

Ao contrário dos clubes de amostras, no teste da 3M ninguém paga nada. Nem mesmo a resposta ao questionário é obrigatória. "Mesmo assim, para cada dez amostras enviadas, recebemos oito questionários respondidos. É um bom nível", disse Marcos Sgarbi, líder do projeto Test Drive na empresa.

Dentre as questões, a 3M perguntou aos consumidores, por exemplo, se a embalagem era clara, se havia informação suficiente sobre o uso do item, onde o consumidor buscaria o produto se desejasse comprá-lo e se ele foi usado de modo diferente.

Houve casos, por exemplo, em que vários consumidores disseram que usaram o produto de forma diferente da indicada. Um deles foi o do rolinho adesivo, que serve para tirar fiapos de roupas. "Muita gente disse que usava também na roupa de cama, no estofado de casa e do carro", disse Sgarbi. A empresa, então, acrescentou esses novos usos às indicações da embalagem. Também adicionou um ganchinho, já que muitos queriam pendurar o rolinho no armário.

A iniciativa deu tão certo que chamou a atenção da sede da 3M em Minneapolis, nos Estados Unidos. A ideia agora será adotada em outros países. Por aqui, a 3M do Brasil quer expandir o test drive para outros produtos e até mesmo para itens ainda não lançados no mercado. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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