A revolução da década
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A revolução da década

Mesmo antes de o leilão chegar, empresas que operam no Brasil, assim como está ocorrendo em várias partes do mundo, já trabalham para oferecer aos usuários um tipo específico de tecnologia 5G. Entenda o que isso significa e saiba todas as funcionalidades que esses sistemas inovadores vão apresentar ao mundo nos próximos anos.

Especial 5G, Media Lab Estadão
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26 de novembro de 2020 | 17h05

Mesmo sem decisão, 5G começa a se expandir

Tecnologia DSS permite conectividade de quinta geração

A notícia de que a tecnologia 5G está funcionando em algumas cidades brasileiras, apesar de o leilão das faixas de frequência em que as operadoras vão implementar as redes de quinta geração ainda nem ter ocorrido, não é uma fake news. Mas como, então, é possível falar que o 5G já opera se o prazo otimista para os leilões, agora, é o segundo semestre do ano que vem?

A resposta está em uma tecnologia chamada DSS (Dynamic Spectrum Sharing ou Compartilhamento Dinâmico de Espectro), que no Brasil foi trazida pela Ericsson – uma das maiores fornecedoras globais de infraestrutura 5G – e implementada, em primeiro lugar, na rede da Claro, em julho, em algumas regiões das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. A conectividade 5G DSS, até o fim do ano, chega a outras 12 cidades brasileiras.

Com o DSS, as operadoras também ganharão em rapidez na implementação do 5G e terão grande economia de recursos, pois as frequências a serem utilizadas já estão com as empresas. Elas são as mesmas adquiridas em um leilão anterior. Com isso, elimina-se a necessidade de investimentos imediatos mais pesados em tecnologia e abrem-se caminhos para os recursos serem usados principalmente em infraestrutura – estações de radiobase, antenas, fibra ótica, estrutura do core das redes – necessária para colocar o 5G no ar.

Na transmissão sobre o 5G DSS feita pela TV Estadão, que reuniu Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro, e Tiago Machado, VP de Negócios da Ericsson, os executivos explicaram o mundo de possibilidades que se abre para clientes de diversos nichos, com a chegada dessa primeira experiência 5G aos consumidores brasileiros, tanto corporativos quanto pessoas físicas.

“Na prática, estamos disponibilizando uma tecnologia de geração muito mais nova, que permite transmitir muito mais dados utilizando o mesmo recurso”, diz Carvalho. Segundo ele, o investimento agora em um smartphone 5G DSS “vai permitir usá-lo normalmente após o leilão das frequências”.

Para Machado, a jornada está apenas no início. “Essa evolução gradativa às vezes passa despercebida, mas tem um investimento muito grande na rede, nas plataformas e nos serviços, que às vezes os consumidores não enxergam”, explica. “O DSS é uma funcionalidade do 5G para que você possa utilizá-lo desde já nas bandas usadas pelo 4G. É só um primeiro passo: estamos trabalhando há cinco anos para preparar tudo isso, as plataformas, o núcleo das redes e os datacenters.”

Ao consumidor, o DSS permite a “primeira experiência 5G”, segundo os executivos, e que será “ainda mais avançada” após o leilão. Um passo muito importante em direção ao futuro e ao mundo de novas aplicações que o 5G vai trazer.

Eles também esclareceram algumas dúvidas muito comuns: o 5G e o 5G DSS, eles afirmaram, vão coexistir e se complementar, para aumentar a cobertura das faixas.  Outra questão esclarecida: todas as demais tecnologias – 2G, 3G e 4G – que suportam serviços como pagamentos via máquinas de cartão, voz e dados continuarão a funcionar e a coexistir. Na prática, ninguém vai precisar trocar de celular ou dispositivo móvel em uso hoje.

O consenso entre os executivos é de que o Brasil tem de ser rápido em definir as regras da concorrência de frequências, para não perder a oportunidade de aumentar a disponibilidade do 5G e, assim, impulsionar a recuperação econômica.

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Ao mesmo tempo que o 5G DSS é o primeiro passo para a implementação das redes 5G de alta capacidade, a tecnologia, por causa da limitação das frequências onde funciona, ainda não oferece a capacidade máxima que a quinta geração é capaz de entregar.

O modelo brasileiro é o mesmo adotado em boa parte do mundo, em países onde as operadoras se adiantaram à licitação de frequências para estrear a tecnologia. Por aqui, a implementação do 5G DSS começou a ser feita pela operadora Claro em julho em algumas regiões das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, nas faixas de 2.600, 2.100, 1.800 e 700 MHz.

O 5G DSS permitirá que a rede passe a distribuir dinamicamente, e de maneira automatizada, os recursos de conectividade entre os 5G, que em breve chegarão ao mercado. Assim, ninguém ficará sem conexão, não importando a geração móvel que usar.

“A alocação é feita embasada em um algoritmo inteligente, que maximiza o potencial de cada tecnologia”, diz Celso Birraque, diretor de Redes de Acesso Móvel da Claro. “Para o usuário 4G, o desempenho fica até melhor, porque o 5G, por causa da alta taxa de transmissão de dados, acaba desocupando a rede mais rapidamente.”

No leilão no ano que vem, as teles vão adquirir os espectros necessários para que o 5G funcione plenamente, em especial a faixa de 3,5 GHz (frequências entre 3,3 e 3,6 GHz), que vai abrir as portas em definitivo para as redes de altíssima velocidade. Essas faixas oferecem muito mais largura de banda do que as usadas hoje pelo 5G DSS, possibilitando a exploração máxima da arquitetura 5G.

Essa largura, necessária para o tráfego de dados em velocidade, é comparável a uma estrada, suportando mais velocidade quanto maior ela for. Pense em uma rodovia com faixa única, que comporta determinado número de veículos, que representariam o tráfego de dados. Hoje, nas frequências atuais, o 5G fica limitado por essa largura de pista única. Com as faixas a serem licitadas pela Anatel, é como se a banda, ou seja, a estrada, fosse alargada para cinco faixas, o que vai aumentar a velocidade média da via. Essa é a principal diferença entre o 5G capacidade máxima, pós-leilão e o 5G DSS.

Como acessar o 5G DSS agora?

Para usufruir do desempenho do 5g desde já, você precisa ter em mãos um smartphone que suporte o acesso ao 5g dss. três, neste momento, são comercializados de forma oficial e compatíveis com a tecnologia: motorola edge, motorola moto g 5g plus e samsung galaxy note 20. até o fim do ano, é esperada a chegada da família iphone 12, que também deverá ser compatível com a tecnologia.

não é necessário trocar o chip nem assinar plano de dados específico para usar o 5g imediatamente. no entanto, diante do alto desempenho da rede, e características técnicas, como a velocidade dos próprios smartphones, o consumo tende a ser grande (especialmente em streaming de alta definição).

com a popularização dos celulares 5g, haverá mais opções, em breve, para o consumidor brasileiro — trazer de fora ou comprar na china não é recomendado, visto que os aparelhos nacionais rodam um software específico para “pescar” o 5g dss, de acordo com Celso Birraque, diretor de redes de acesso móvel da claro. É o software, segundo birraque, que será atualizado posteriormente e fará com que os celulares que acessam 5g dss sejam compatíveis com o 5g padrão, quando as operadoras disponibilizarem o serviço.

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