David W Cerny/Reuters
David W Cerny/Reuters

AB InBev fecha acordo para venda de subsidiária australiana

Com a compra pelo grupo japonês Asahi Group Holdings, companhia quer levar sua dívida para cerca de US$ 80 bilhões, nível no qual ela não corre o risco de perder o grau de investimento

Redação, Dow Jones Newswires

19 de julho de 2019 | 04h00

A Anheuser-Busch InBev informou nesta sexta-feira, 19, que fechou um acordo com a cervejaria japonesa Asahi Group Holdings para a venda de sua subsidiária na Austrália. Segundo a companhia, o ativo tem valor aproximado de US$ 11,3 bilhões e os recursos da transação, que deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2020, serão integralmente utilizados para pagamento de dívidas.

Na semana passada, a companhia cancelou a listagem de ações de seu negócio asiático, com o qual esperava captar quase US$ 10 bilhões, e procura uma alternativa de capitalização, de acordo com fontes ligadas ao assunto. Ainda assim, a AB InBev comunicou que continua enxergando potencial em uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de seus negócios na Ásia, "desde que concluída com o valuation adequado".  

"Continuamos a ver grande potencial para nossos negócios na Ásia-Pacífico e a região segue como um motor de crescimento dentro de nossa empresa", afirmou o presidente-executivo, Carlos Brito

Os negócios na Coreia do Sul e na Austrália, que produzem cervejas populares como a Cass e a Victoria Bitter, eram partes importantes da abertura de capital na Ásia.

A companhia de private equity (investimento em empresas fechadas) KKR & Co. se aproximou em maio da AB InBev para sondar sobre a compra de alguns ativos no continente. 

A AB InBev produz uma em cada quatro cervejas vendidas no mundo, após comprar marcas como Budweiser, Stella Artois e Corona. Esse movimento levou a companhia a ter mais de US$ 100 bilhões em dívida, em um momento de desaceleração global na venda de cervejas.

A companhia quer levar sua dívida para cerca de US$ 80 bilhões, nível no qual ela não corre o risco de perder o grau de investimento atribuído pelas agências de rating. As unidades que podem ser vendidas são atrativas porque têm grande fatia de mercado e geram dinheiro.

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