Abate de bovinos soma 7,6 milhões de cabeças no 2º trimestre

Resultado retorna ao patamar alcançado no período anterior à crise financeira internacional

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

30 de setembro de 2010 | 10h10

O abate de bovinos no País totalizou 7,587 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2010, em relação ao trimestre imediatamente anterior, segundo divulgou há pouco o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, houve aumento de 10%.

Segundo comentam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa, "os dois índices de crescimento confirmam a tendência de retomada de expansão, após forte retração verificada a partir do terceiro trimestre de 2008". Ainda segundo os técnicos, o número de cabeças abatidas retornou ao patamar de 7,6 milhões de unidades, alcançado no período anterior à crise financeira internacional.

Segundo a pesquisa, a variação de 10% em relação ao mesmo período de 2009 reflete, sobretudo, os desempenhos das regiões Sul (26,1% de alta no número de bovinos abatidos no período) e Centro-Oeste (12,9%).

O peso das carcaças somou 1,825 milhão de toneladas, 8% maior do que no trimestre imediatamente anterior, e de 12,2% em relação ao segundo trimestre de 2009.

O aumento no número de bovinos abatidos no segundo trimestre de 2010 reflete o aumento da demanda doméstica e internacional pela carne bovina, além de uma base de comparação deprimida do ano passado, segundo observou o gerente de pecuária do IBGE, Octávio Costa. O instituto divulgou hoje um aumento de 7,2% no abate bovino no segundo trimestre de 2010 ante o primeiro trimestre do mesmo ano e uma alta de 10% na comparação com o segundo tri de 2009.

De acordo com Costa, no ano passado o setor "sofreu muito" com as consequências da crise econômica de 2008 e a retração do mercado externo. Segundo ele, cerca de 15% da produção bovina são exportados. Segundo ele, mesmo com a recuperação gradual e importante que está ocorrendo no mercado internacional do produto, o consumo interno tem sido determinante para o aumento do abate. "Caso o crescimento prossiga no ritmo do segundo trimestre, o abate em 2010 vai superar o do ano passado com folga", acredita.

Frangos

O número de frangos abatidos no País somou 1,236 bilhões de unidades no segundo trimestre de 2010, com alta de 2,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, segundo o IBGE. Ante o segundo trimestre do ano passado, houve alta de 5,8%.

A pesquisa do instituto mostra que o peso total de carcaça de frango abatido foi de 2,670 milhões de toneladas, 5,6% superior ao primeiro trimestre e 8,8% maior do que o segundo trimestre de 2009.

A elevação da demanda interna e externa também é a justificativa, segundo Costa, para o aumento registrado no abate de frangos e suínos no segundo trimestre. No caso dos frangos - cujo abate aumentou 2,4% ante o primeiro tri e 5,4% na comparação com o segundo tri de 2009 -, ele credita a expansão, sobretudo, às exportações, já que 33% da produção são destinados ao mercado externo. "Mas o mercado interno também mostra uma recuperação importante para esse produto", disse.

No caso dos suínos, Costa atribui o bom desempenho ao ganho de mercado que vem ocorrendo para esse produto, especialmente com as constantes campanhas dos produtores nos últimos anos, que favorecem o consumo interno e externo do produto. No segundo trimestre, o abate de suínos aumentou 3,3% ante o primeiro tri e 6,6% na comparação com igual período do ano passado.

Leite

A aquisição de leite somou 4,906 bilhões de litros no segundo trimestre de 2010, com queda de 6,3% ante o primeiro trimestre e aumento de 14,2% sobre o mesmo período de 2009, segundo mostra pesquisa divulgada hoje pelo IBGE. O gerente de pecuária do instituto, Octávio Costa, explicou que o recuo ante o trimestre anterior ocorre tradicionalmente no segundo trimestre do ano, por causa da entressafra que prejudica a produção de leite.

Ainda no segundo trimestre, houve produção de 4,889 bilhões de litros de leite industrializado, com queda de 6,2% com relação ao período imediatamente anterior e alta de 14,5% em relação ao segundo trimestre de 2009. 

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