Abef: Sadia tem 300 contêineres parados em portos devido à greve

São Paulo, 26 - A greve dos fiscais agropecuários, que paralisa as operações desde o último dia 18, está levando a Sadia a acumular 300 contêineres de cargas em portos, segundo informações da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef). Como cada contêiner comporta 24 toneladas de carnes, isso equivale a 7,2 mil toneladas. O montante representa cerca de 1% do volume total exportado pela empresa no ano passado, de acordo com o gerente de Relações Internacionais da entidade, Christian Lohbauer.Além da Sadia, as empresas mais prejudicadas pela greve são a Seara, a DaGranja, a Diplomata e a Frangosul. A Perdigão não informou à associação o volume preso nos portos.No total, cerca de 500 contêineres estão parados nos portos, especialmente em Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS), que concentram cerca de 90% das exportações de carnes. No caso do frango, o principal exportador é Itajaí, com 45% das vendas externas.De acordo com a Abef, normalmente a exportação diária de frango no Brasil é de US$ 13 milhões, o equivalente entre 9 mil e 10 mil toneladas. "A cada 24 horas as empresas deixam de faturar US$ 13 milhões", disse. Segundo ele, não há mais espaço para armazenar os contêineres nos portos, o que está levando as empresas a considerar a interrupção do abate das aves."O frango é o primeiro a sentir o impacto da greve porque seu ciclo de vida é curto, de apenas 45 dias. Depois deste prazo, o animal come muito e a rentabilidade cai, o que força o criador a abatê-lo", explicou. No caso dos suínos e dos bois, existe a possibilidade de manter o animal vivo por mais tempo.

Natalia Gómez

15 de julho de 2007 | 12h30

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