Abinee pede ajuda a fabricante de equipamento elétrico

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) pediu ao governo que sejam adotadas medidas para socorrer os fabricantes de equipamentos elétricos usados pelas distribuidoras de energia e a prorrogação da isenção de PIS e Cofins sobre a venda de equipamentos de informática, que vence no final desse ano.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

28 de maio de 2014 | 12h40

O presidente da entidade, Humberto Barbato, esteve pela manhã com o secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Márcio Holland. Ele já havia feito a solicitação à presidente Dilma Rousseff e aos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, durante a reunião de ontem com empresários no Palácio do Planalto.

Barbato disse ao Broadcast que as distribuidoras de energia estão passando por uma crise que paralisou os investimentos, reduzindo as encomendas para os fabricantes de equipamentos elétricos. "Sem encomenda, a situação do setor é muito delicada. É preciso algum mecanismo de incentivo para a retomada dos negócios, mesmo que seja de estímulo às exportações. Os fabricantes não podem ficar sem mercado", afirmou.

Entre as medidas apresentadas pela Abinee, está a volta do Reintegra, programa que até o ano passado devolvia às empresas até 3% do valor exportado em manufaturados. Segundo ele, as vendas externas são importantes para esse segmento da indústria. Ele destacou ainda que o câmbio não tem favorecido. Barbato disse que vai apresentar ao governo nos próximos dias uma "proposta concreta", mostrando quanto cada alíquota do Reintegra poderia gerar de negócios no setor. A Abinee defende que os fabricantes de equipamentos elétricos tenham um porcentual maior de devolução do que a sugestão apresentada pelos empresários na semana passada para ressuscitar o benefício.

As empresas pediram para recriar o programa com uma alíquota de 0,1%, para não provocar uma renúncia fiscal relevante. "Esse foi um pedido para que o Reintegra não ficasse morto. Entretanto, no caso dos fabricantes para as distribuidoras, eu pedi para que tivesse uma diferenciação de alíquota porque é um segmento em dificuldades", explicou. Segundo ele, essa parte da indústria emprega 30 mil pessoas.

A Abinee solicitou também que o governo prorrogue a isenção de PIS e Cofins sobre a venda de equipamentos de informática no varejo, como computadores. A medida faz parte da chamada "Lei do Bem" e tem validade até 31 de dezembro de 2014. "Pedi o apoio do governo para que o benefício permaneça. Ele foi muito importante para reduzir o mercado informal de informática e aumentou a arrecadação do governo", argumentou.

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