Ação da Bombardier recua com ameaça de novo 737 da Boeing

A ação da canadense Bombardier recuava nesta quarta-feira com a notícia de que a Boeing pretende equipar sua aeronave 737 com um novo motor, intensificando a competição no mercado de aviões.

REUTERS

20 de julho de 2011 | 16h02

Um modelo menor da aeronave sucesso de vendas da Boeing, o 737-200, pode ser um forte competidor para a nova linha da Bombardier, a C-Series, sua incursão ousada e dispendiosa no mercado de aeronaves de maior porte, cuja adoção por clientes tem sido lenta.

Uma característica importante para as vendas dos aviões C-Series tem sido seu novo e mais eficiente motor, que reduzirá custos operacionais.

Porém, o modernizado Boeing 737-200 e o A319neo, da Airbus, que também diminuem custos operacionais, reduzirão partes da vantagem da Bombardier, disse o analista Fadi Chamoun, da BMO Capital Markets.

A Boeing estava adiando uma decisão sobre se iria modernizar seu 737 ou desenvolver um avião totalmente novo por mais de um ano, fazendo com que clientes se voltassem para alternativas como o C-Series da Bombardier e o neo da Airbus.

"Suspeitamos que importantes clientes da Boeing que, até o momento, estavam pensando em alternativas para renovar suas frotas na ausência de uma solução a médio prazo da Boeing, devem considerar manter o plano", disse o analista Tasneem Azim, da UBS Securities, em relatório a clientes.

O C-Series, que representa a entrada da Bombardier no mercado de aviões executivos de 110 a 149 lugares e lhe custou 3 bilhões de dólares canadenses, deve chegar ao mercado no fim de 2013, com o modelo maior CS300 entrando em operação em 2014.

A conquista de encomendas do C-Series tem sido lenta, embora a Bombardier tenha garantido encomendas de 30 unidades durante a Paris Air Show em junho.

Às 16h02 (horário de Brasília), as ações da Bombardier na bolsa de Toronto cediam 2,2 por cento, para 6,30 dólares canadenses.

(Reportagem de Nicole Mordant em Vancouver e Allison Martell em Toronto)

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