Acionistas da Fiat aprovam separação de unidades

Os acionistas da Fiat aprovaram hoje a divisão do maior grupo industrial da Itália, liberando a unidade de automóveis para buscar sua própria estratégia, incluindo novas alianças.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

16 de setembro de 2010 | 19h58

Descrevendo a aprovação como um momento histórico, o executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchione, disse que a unidade de automóveis poderá se focar no que precisa fazer para sobreviver em um mercado altamente competitivo, sem precisar se preocupar com o resto do conglomerado. "A Fiat Auto finalmente pode escolher seu destino sem se preocupar com o impacto que isso teria na CNH (unidade de máquinas agrícolas e equipamentos de construção) e na Iveco (fabricante de caminhões)".

Segundo Marchione, não fazia mais sentido manter as diferentes unidades juntas, porque elas operam em diferentes mercados e seguem diferentes ciclos. Pertencer a um conglomerado geralmente tornava difícil para a unida de automóveis (que tem marcas como Fiat, Alfa Romeo e Lancia) realizar acordos com parceiros, por causa das implicações que isso poderia ter nas outras divisões, afirmou ele.

Foi de Marchione a decisão de formar uma parceria com a Chrysler e adquirir uma participação minoritária na montadora norte-americana, para proporcionar à Fiat economias de escala suficientes para sobreviver a uma crise na indústria automobilística no ano passado, causada pela desaceleração econômica.

Com a divisão aprovada hoje, a CNH e a Iveco formarão uma nova empresa chamada Fiat Industrial SpA. Essa unidade também vai incluir a produção de motores industriais e marítimos. A outra empresa, a Fiat SpA, ficará com as marcas automotivas e uma participação de 20% na Chrysler.

Uma vez que a separação estiver concluída, em 1º de janeiro de 2011, o plano é que as ações da Fiat Industrial sejam listadas na Bolsa de Milão dois dias depois. As ações da CNH já são negociadas nos EUA. A família Agnelli, fundadora da Fiat, detém uma participação controladora de 30,42% do conglomerado, através da holding Exor Spa. As informações são da Dow Jones.

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