Acordo BHP-Rio Tinto e China devem movimentar mineração

A proposta de aquisição da Rio Tintopela concorrente BHP e a ascensão de novos "players" namineração mundial, especialmente a China, provocarão uma novaonda de consolidações nesse setor, disseram especialistas numaconferência nesta semana. Pelo menos três outras transações de pelo menos 50 bilhõesde dólares são esperadas até junho, segundo Michael Lynch-Bell,parceiro-encarregado da Ernst & Young para o setor global demetais e mineração. Ele foi um dos participantes da conferênciaMines and Money, em Londres. China, Índia e Rússia devem desempenhar um papel importantena próxima onda de fusões e aquisições, pois buscam maioracesso às matérias-primas para manter seu ritmo econômico. A China acima de todos precisa se afirmar porque é o maiorconsumidor mundial de metais, mas, ao contrário de Índia eRússia, não possui recursos naturais próprios. "A China continuará desempenhando um papel importante nosetor mineral e vai continuar dando uma nova forma ao setor",disse Thys Terblanche, chefe do setor de metais do StandardBank. "Ela terá um papel maior nas fusões e aquisições." A Rio Tinto rejeitou a oferta de 140 bilhões de dólares daBHP por considerá-la muito baixa. A eventual fusão criaria amaior mineradora do mundo, com enorme controle sobre reservasde ferro, cobre, carvão, urânio, diamantes e outros minérios. Tal perspectiva já provocou queixas de clientes asiáticos eeuropeus, temerosos de um monopólio, especialmente no minériode ferro, usado na fabricação de aço. O presidente-executivo da BHP, Marius Kloppers, atualmenteestá em viagem à Ásia para tentar convencer os clientes de quea fusão permitiria que a empresa extraísse mais minério,melhorando o fornecimento. A BHP, a Rio Tinto e a brasileira Vale do Rio Docecontrolam cerca de 70 por cento do minério de ferro compradopela China para alimentar o maior parque siderúrgico mundial.

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