Acordo GE-Alstom sofre impasse sobre venda de ações da Bouygues à França

As negociações para uma aliança industrial entre Alstom e General Electric entraram neste sábado em uma fase crítica, depois que o governo francês entrou em uma disputa com uma das acionistas da Alstom, Bouygues, sobre um elemento-chave da transação.

ELIZABETH PINEAU E LAURENCE FROST, REUTERS

21 de junho de 2014 | 12h07

Fontes conhecedoras das negociações disseram que as conversas continuam sobre o preço que o governo pagaria para adquirir 20 por cento da Alstom pertencentes à Bouygues, uma condição para que o governo aprove a aliança da empresa com a GE em preferência a uma oferta da rival Siemens-Mitsubishi. A oferta do conglomerado norte-americano por importantes ativos da gigante do transporte e da energia expira na segunda-feira, mas as fontes dizem estar otimistas de que um acordo seja alcançado antes disso.

"As negociações sobre preço são sempre assim", afirmou uma das fontes. "Não imaginamos por um momento sequer que qualquer uma das partes vai se esquivar de suas responsabilidades nesta aliança." Um esperado comunicado pela GE não se concretizou em meio a informações da imprensa francesa de um impasse nas negociações de compra das ações.

A GE e a Alstom se negaram a comentar, enquanto um porta-voz da Bouygues não retornou ligações e mensagens. O presidente francês, Francois Hollande, fez mais pressão sobre a Bouygues, dizendo a repórteres em Paris que esperava um rápido progresso na compra das ações. "Essa é uma condição fundamental da aceitação da aliança por parte do governo", afirmou Hollande a repórteres. "É por isso que acredito que faremos progresso até o fim do dia." Sem um acordo sobre as ações da Bouygues, ele disse que "seria necessário reconsiderar a aliança como foi anunciada". A disputa sobre a Alstom se tornou política depois de informações iniciais em abril de uma iminente proposta da GE, com o governo primeiramente considerando uma oferta da Siemens, que depois se juntou à Mitsubishi Heavy Industries. Após ofertas revisadas de ambos os grupos, o ministro da Economia, Arnaud Montebourg, anunciou na sexta-feira que o Estado apoiaria o acordo GE-Alstom, avaliando o setor energético da Alstom em 16,77 bilhões de dólares.

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