Açúcar Guarani corrige informação sobre uso de recursos

A Açúcar Guarani corrigiu informação divulgada em nota enviada anteriormente. Segundo a empresa, apenas uma pequena parte dos recursos recebidos da Petrobras Biocombustível como aporte inicial será utilizada para pagamento de dívidas de curto prazo. A maior parte ainda encontra-se em caixa e destina-se à realização de aquisições e crescimento orgânico das usinas do grupo. Segue novamente a nota, corrigida:

EDUARDO MAGOSSI, Agencia Estado

26 de maio de 2010 | 19h08

O aporte inicial de R$ 682 milhões feito pela Petrobras Biocombustível na Açúcar Guarani será utilizado, em parte, para o pagamento de dívidas de curto prazo. A afirmação foi feita hoje pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores da Guarani, Reynaldo Benitez, em teleconferência com analistas. O aporte deve ser realizado até o fim deste mês.

Segundo ele, os recursos da Petrobras serão aportados na Cruz Alta, uma subsidiária da Guarani. Depois, quando a Guarani fechar seu capital, como parte do processo de absorção pela Tereos Internacional, a participação da Petrobras irá migrar diretamente para a Guarani, onde terá 45,7%.

Anunciada em 30 de abril, a entrada da Petrobras Biocombustível na Guarani vai fazer com que o grupo de usinas altere seu mix de produção, destinando mais cana-de-açúcar para a produção de etanol. "Nosso principal compromisso com nosso acionista, a Petrobras Biocombustível, é deixar nosso mix equilibrado em 50% para açúcar e 50% para etanol", informou o diretor presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho.

Na atual safra 2010/11, no entanto, 60% do mix de produção será destinado para o açúcar e 40% para o etanol, de acordo com Benitez. O executivo afirma que o mix de açúcar será maior na atual safra porque a empresa ainda vê ganhos no produto, embora os preços estejam menos promissores que na safra anterior. O fato dos estoques mundiais estarem muito baixos, em apenas 20% do consumo, deverá fazer com que a demanda siga forte mesmo com a expectativa de um superávit mundial em torno de 3 milhões de toneladas.

Benitez informou que o crescimento do mercado interno de etanol hidratado no Brasil, em função da expansão da frota de veículos bicombustíveis (flex) também deve deixar as cotações do etanol mais firmes. "Em função do bom posicionamento da Guarani nestes dois produtos, as perspectivas para a empresa são boas", disse.

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