Açúcar Guarani fecha venda de etanol à BR Distribuidora

A Açúcar Guarani informou hoje que está ampliando as sinergias com o sistema Petrobras por meio de um contrato de venda de 2,2 bilhões de litros com a BR Distribuidora, a ser entregue em um período de quatro anos. A Petrobras possui 45,7% da Guarani, que é sócia da Tereos Internacional no grupo de usinas. A entrega do combustível será feita a partir de valor de mercado, que hoje seria de R$ 2,1 bilhões.

EDUARDO MAGOSSI, Agencia Estado

25 de outubro de 2010 | 12h17

Segundo o presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho, a venda para a BR equivale a 80% da produção atual de etanol das usinas da Guarani, que atingiu 800 milhões de litros na safra 2010/11. "Estamos ampliando o acordo feito quando a Petrobras comprou parte da Guarani, em abril de 2010, que previa apenas a venda de 50% do etanol produzido", disse o executivo.

O novo contrato visa a obtenção de sinergias entre as duas empresas. A avaliação inicial é de que as sinergias gerem ganhos de R$ 7 milhões por meio de maior flexibilidade comercial e de melhores condições logísticas. "Este acordo dá continuidade ao processo de aproximação da Guarani do sistema Petrobras, em uma intensidade maior que se imaginava inicialmente", disse o presidente da empresa. Ele não descarta novas negociações no futuro para ampliar a sinergia entre Guarani e Petrobrás. Costa disse ainda que o acordo entra em vigor agora, na safra 2010/11, e que não serão necessários investimentos expressivos.

Expansão do etanol

Na safra 2009/10 , a Guarani processou 17,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, das quais 60% foram direcionados para a produção de açúcar e 40% para etanol. Com a entrada da Petrobras na empresa, a estratégia é expandir a produção do etanol, chegando a um mix de 50% de etanol e 50% de açúcar. Pelo acordo fechado em abril, a Petrobras deverá investir cerca de R$ 1,6 bilhão na Guarani, dos quais R$ 682 milhões já foram aplicados.

O primeiro fruto desta associação foi registrado em junho, quando a Guarani adquiriu a Usina Mandú por R$ 345 milhões, mais uma dívida de R$ 255 milhões. O perfil de produção da Mandú se enquadra na estratégia da empresa de elevar a produção de etanol. Na Mandú, 60% da cana é utilizada para a produção deste combustível e 40% para a de açúcar.

A Mandú localiza-se em Guaíra, no noroeste paulista, região na qual a produtividade da cana é superior à média brasileira e onde estão localizadas todas as seis usinas da Guarani: São José, Cruz Alta, Tanabi, Severínia, Andrade e Vertente (nesta, a Guarani possui 50% do capital). Todas as usinas da Guarani devem produzir, na safra 2010/11, que termina em março de 2011, cerca de 20,7 milhões de toneladas de cana.

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