Acusações do MPF são 'inconsistentes', diz Chubb Seguros

A seguradora americana Chubb Seguros, voltada ao público de alta renda, defende-se em nota à imprensa da acusação do Ministério Público Federal (MPF), feita na quarta-feira, 26, sobre o presidente da companhia, Acácio Queiroz, três diretores e outros funcionários de gestão fraudulenta e apropriação de dinheiro em proveito próprio. Foram apontados como envolvidos no caso o diretor de sinistros Arthur Lippel Junior, o gerente de sinistros, Miguel Regiani Filho, a diretora financeira, Elizabeth Kavanagh Alves, e os funcionários Elisabete de Oliveira Castro e Roberto Morais Baccini.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2014 | 12h01

"A Chubb do Brasil e sua diretoria negam as alegações contidas na denúncia publicada no site do Ministério. A companhia informa que tomou conhecimento desta quando de sua publicação no dia 26 de fevereiro de 2014 e que seus diretores ainda não foram formalmente notificados de seu conteúdo", destaca a seguradora, em nota.

Segundo a Chubb, as acusações do MPF-SP são "inconsistentes" com as provas obtidas em investigações anteriores conduzidas pela Promotoria do Estado de São Paulo, iniciadas em 2005, quando os mesmos diretores citados pelo órgão noticiaram a suspeita de que delitos teriam sido praticados por uma ex-funcionária. Conforme nota do MPF em São Paulo, em meados de 2005, a Chubb passou a estabelecer metas de negativas de sinistros aos seus funcionários que, em troca, receberiam uma comissão de 10% do montante que conseguissem economizar à seguradora.

O Ministério alega ainda que a companhia, ao perceber que não alcançaria o resultado desejado em razão de ter de arcar com verbas trabalhistas e administrativas decorrentes das comissões prometidas, criou um "sofisticado esquema criminoso" por meio da criação de sinistros fictícios. O esquema revelado pelo Ministério teria durado de 2005 até 2008, quando uma auditoria financeira constatou a prática. Na investigação, segundo o MPF, foram levantados 118 sinistros suspeitos de fraude, totalizando um montante de R$ 1,2 milhão.

A Chubb informa ainda que, no âmbito das investigações da Promotoria de SP, dois promotores estaduais, um em primeira e outro em segunda instância, concluíram que não houve nenhum envolvimento criminoso por parte dos diretores da companhia, mas tão somente da ex-funcionária. "A Chubb do Brasil defenderá com vigor a si e a seus diretores contra as acusações contidas na denúncia", conclui a Chubb.

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