AE premia 10 empresas, com presença de Dilma

Embora o desempenho das ações Bovespa não tenha sido dos melhores em 2010, com alta do Ibovespa de apenas 1,04%, o ano passado foi muito bom para as empresas brasileiras, que conseguiram multiplicar seus resultados, motivadas pelo crescimento econômico do País. Esse cenário está refletido no ranking Destaque Agência Estado Empresas 2011, relativo a 2010, elaborado em parceria com a Economatica, que amanhã premiará dez empresas de capital aberto que tiveram o melhor desempenho no ano passado.

EQUIPE AE, Agencia Estado

27 de junho de 2011 | 12h02

Em sua décima primeira edição, a premiação contará este ano com a presença da presidente Dilma Rousseff em evento a ser realizado na Casa Fasano, em São Paulo. O Destaque Agência Estado Empresas é uma premiação que ocorre há 11 anos e tem sua confiabilidade reconhecida pelo mercado, tanto pela força da parceria da Agência Estado com a Economatica quanto pela minúcia nos critérios de avaliação para classificação das empresas.

A cada edição são escolhidas dez empresas, uma das quais é considerada a grande vencedora. Neste ano, foram avaliadas 205 empresas de capital aberto, com patrimônio líquido superior a R$ 10 milhões, a partir de sete critérios que levam em conta risco, liquidez e retorno, além de indicadores fundamentalistas.

Quando o nome das vencedoras for conhecido amanhã à noite, o ranking estará mostrando empresas que obtiveram um desempenho excepcional, em um cenário que foi muito favorável para todas as companhias brasileiras, o melhor dos últimos 20 anos. Pesquisa realizada pela Economatica mostra que, na mediana, a rentabilidade das empresas de capital aberto medida pelo Roe, ficou em 14,2%. Esse indicador é o resultado da relação entre o lucro líquido do ano sobre o patrimônio médio da empresa. Desde 1991, em nenhum momento as empresas atingiram essa rentabilidade média. Naquele ano, o indicador chegou a ser negativo em 5,1% e, com exceção de 1994, em todos os outros anos da década até 2002 o Roe ficou abaixo de dois dígitos.

"O ano passado foi excepcional, com ótimos fundamentos das empresas", diz Fernando Exel, presidente da Economatica. "Boa parte da percepção internacional que considera o Brasil como uma das potências econômicas deste novo século está vinculada ao vigoroso desempenho das empresas brasileiras", afirma João Caminoto, editor-chefe da Agência Estado.

Ibovespa na contramão

Enquanto o desempenho operacional das empresas foi excepcional no ano passado e para este ano ainda deve manter uma certa resistência, o mesmo não vem acontecendo com o preço de suas ações. Depois de o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, ter subido apenas 1,04% em 2010, este ano apresenta resultado negativo e até 31 de maio caía 6,76%.

Em valores ajustados pela inflação, a Bolsa brasileira teve o pior desempenho na comparação com suas pares de países como Estados Unidos, Chile, México e Argentina. O levantamento feito pela Economatica mostra que, descontada a inflação, o Ibovespa caiu 4,6% em 2010, o S&P-500 subiu 11,1%, o Ipsa 32,4% e o índice Merval 32,5%. Ao mesmo tempo, as empresas brasileiras foram as que tiveram a maior rentabilidade neste universo. A mediana de rentabilidade das companhias dos Estados Unidos foi de 11,8%; do Chile, de 12,4%; do México 8,9%; e da Argentina, 12,5%, ante os 14,2% das brasileiras.

Explicar esse paradoxo não é difícil, uma vez que as bolsas são influenciadas por fatores externos às empresas, como a crise na Grécia, e espelham a expectativa futura. "Isso não quer dizer que o mercado está pessimista daqui para a frente, já que a bolsa está caindo. As ações de empresas brasileiras tinham subido muito, em um movimento que começou desde 2002 com a crescente demanda por matéria-prima de China e Índia", diz Exel.

Para 2011, Exel não acredita em variações muito significativas na bolsa, tanto de ganhos como de perdas. Isso porque a desaceleração prevista na economia já se refletiu nos preços e os bons resultados das empresas também já foram absorvidos.

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