Aéreas ‘low cost’ aumentam oferta de voos para o exterior

Europeia Norwegian iniciará em março voos do Rio para Londres, enquanto a chilena Sky ligará SP, Rio e Florianópolis a Santiago

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2018 | 04h00

Companhias aéreas estrangeiras de baixo custo começam a ampliar a oferta de passagens internacionais no País. A norueguesa Norwegian, que vai fazer voos diretos do Rio de Janeiro a Londres, a partir de março, colocará no mercado 70 mil novos lugares por ano. A chilena Sky Airlines começou a operar rotas do Rio de Janeiro e de Florianópolis para Santiago. A chilena passará a oferecer voos para São Paulo a partir de 7 dezembro, num total de 70 mil assentos apenas entre dezembro e março.

A Sky começa sua operação no Brasil com cinco voos por semana para São Paulo, seis para o Rio e quatro para Florianópolis – esse último vai operar até março. A intenção, no entanto, é ter voos diários para Rio e São Paulo, segundo o diretor regional de vendas, Jaime Fernandez. “Ainda não temos previsão de quando isso vai acontecer. Precisamos, antes, tornar essas primeiras operações rentáveis.” O executivo diz ainda que poderá lançar novos destinos no Brasil em 2019.

O modelo de baixo custo adotado pela Sky permitiu uma queda de 30% no preço médio das passagens no Chile – patamar que pode ser repetido no Brasil. No site da companhia, é possível encontrar passagens de ida e volta para Santiago, partindo de São Paulo em dezembro, por R$ 700. Em concorrentes, a tarifa mais barata é R$ 850.

Para garantir preços mais baixos, a empresa está investindo US$ 1,6 bilhão para renovar e ampliar sua frota – hoje, são 15 aeronaves. Foram comprados 21 aviões A320neo, que gastam menos combustível. Segundo Fernandez, uma negociação com o governo chileno também permitiu a redução de 20% neste ano nas taxas de embarque.

Concorrência

Para o especialista no setor aéreo André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company, as empresas de baixo custo dificilmente conseguirão manter tarifas mais baratas do que as concorrentes brasileiras, pois seus custos não serão muito inferiores. “Elas podem até subsidiar assentos no começo, mas é inviável manter isso por um longo período.”

Castellini lembra que companhias como Latam e Gol já adotam estratégias de empresas ‘low cost’ em alguns serviços, como na cobrança pela marcação do assento. As companhias brasileiras, diz ele, também estão incluindo aeronaves que gastam menos combustível em suas frotas. “Não dá para fazer milagre. As locais adotaram o que é possível. Ambas (Latam e Gol) são eficientes em custos.”

/ FERNANDO SCHELLER, LUCIANA DYNIEWICZ, MÔNICA SCARAMUZZO, e CÉLIA FROUFE, CORRESPONDENTE EM LONDRES

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