Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Aeroporto de Guarulhos pode suspender voos da Avianca

Segundo nota divulgada pela GRU Airport, a empresa aérea só poderá decolar voos domésticos com o pagamento à vista das tarifas do aeroporto; voos desta sexta-feira estão garantidos

Cynthia Decloedt e Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2019 | 19h21

A GRU Airport, que opera o aeroporto de Guarulhos, notificou a Avianca Brasil nesta quinta-feira, 11, condicionando a decolagem de voos domésticos da companhia aérea ao pagamento à vista das tarifas do aeroporto. Segundo a GRU, o pagamento relativo à operação desta sexta-feira já foi realizado. Apenas os voos previstos para sábado e domingo, portanto, podem ser suspensos, caso não haja acerto de contas. A operadora afirmou que a Avianca já sinalizou que irá pagar as operações do fim de semana até a tarde desta sexta-feira.

Segundo nota divulgada pela operadora, a notificação foi feita para que a companhia aérea, em recuperação judicial, possa adotar as medidas necessárias para evitar atrasos na liberação dos voos já agendados.

A notificação segue-se a de operadoras de outros aeroportos ao longo desta semana, alguns dos quais a companhia atendeu ao pedido de pagamentos das tarifas à vista, para permitir decolagem e aterrissagem dos voos. A Avianca Brasil tem mantido suas operações com recursos vindo de empréstimos obtidos da gestora norte-americana Elliott, o maior credor da empresa em recuperação judicial, assim como de suas concorrentes, Azul, Gol e Latam.

As três companhias aéreas são interessadas nas autorizações de decolagem e aterrissagem que a Avianca Brasil venderá em leilão, no formato de Unidade Produtiva Isolada (UPI), como parte do plano de recuperação judicial aprovado dia 5 deste mês. Gol e Latam firmaram compromisso de adquirir pelo menos duas UPIs, com o que a Avianca deve levantar um mínimo de US$ 140 milhões. Outras cinco UPIs serão também colocadas à disposição no mesmo leilão.

A Avianca teve três aeronaves arrestadas pela Aviation Capital Group, com a qual mantinha contrato de leasing. A empresa está inadimplente desde o ano passado com os arrendadores de aeronaves, para os quais deve pelo menos US$ 150 milhões e com os quais trava uma disputa na Justiça, paralela ao processo de recuperação judicial.

A Avianca Brasil entrou em recuperação judicial em dezembro do ano passado, com dívidas de R$ 2,7 bilhões.

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