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AES e Light retomam plano para ofertar ações até julho

Pelo menos quatro empresas do setor elétrico devem oferecer ações nos próximos meses

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2019 | 05h00

Mais duas companhias do setor de energia programam ofertas subsequentes de ações (follow ons) até julho: AES Tietê e Light. Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI e Goldman Sachs são os bancos que coordenam a oferta para a AES Tietê.

A operação da Light, que a Cemig prepara para vender sua participação, já tem o sindicato de bancos formado por Itaú BBA, Santander, Banco do Brasil, Bradesco BBI, Citi e XP Investimentos.

A ideia é que essas ofertas sejam lançadas logo após a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Neoenergia e do follow on da também elétrica CPFL, previstos para junho.

Essa lista de empresas do setor de energia de olho em captação no mercado ainda poderá crescer com a Equatorial e Alupar. 

Competição

O apetite do mercado para tantas ofertas de um mesmo setor será testado, em especial diante da influência do cenário macroeconômico e político. 

Outro lado

Procurada, a AES Tietê informou que “possui alternativas para financiar seus projetos e operações de crescimento, e nenhuma decisão foi tomada que precisaria ser informada ao mercado”. Já a Light informou na noite de sexta-feira que considera a possibilidade de oferta de ações primária. 

Para todos

A Brasilprev ultrapassou a marca de 150 mil contratações do Brasilprev Fácil, voltado aos que não têm planos de Previdência. As contribuições mensais têm valor modesto, de R$ 100. O produto foi lançado em agosto do ano passado e o número das contratações superou o previsto pela empresa de previdência do Banco do Brasil em parceria com a norte-americana Principal Financial Group. 

Expectativa

O Credit Suisse foi o primeiro escolhido pela Caixa para coordenar uma das aberturas de capital de suas subsidiárias: da unidade de cartões. O restante do sindicato ainda não é conhecido e deverá ser anunciado na semana que vem, quando também devem ser divulgados os nomes dos bancos que estruturarão as demais ofertas da subsidiária de seguros, da gestora de ativos e de loterias. Procurados, Caixa e Credit Suisse não comentaram.

Sem fôlego

O Banco Indusval deve fechar 2019 com prejuízo apesar do aporte de R$ 250 milhões que está recebendo, fruto da mais recente reestruturação de suas operações, que teve início no fim do ano passado. A injeção e o novo arranjo no banco foram necessários já que nem mesmo o ingresso de uma parcela de R$ 156 milhões da venda da corretora Guide para o chinês Fosun conseguiu reequilibrar as contas. 

Milhões a menos

No primeiro trimestre, o Indusval fechou com prejuízo de R$ 37 milhões e uma perda média de R$ 30 milhões é esperada a cada um dos próximos trimestres. 

A ver

Para tentar resolver de vez os problemas, o Indusval contratou a assessoria financeira Estáter. Um plano operacional, ainda secreto, está previsto para entrar em vigor em julho. Outras mudanças: os executivos que estavam na administração foram para o conselho de administração e serão diluídos no aumento de capital. Procurado, o Indusval não comentou.

 

*COM LUCIANA COLLET

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