AES Tietê quer acordo de gás para Termo São Paulo até outubro

A AES Tietê, empresa do grupo AES Brasil, pretende fechar o acordo para fornecimento de gás natural e ter licença ambiental prévia para a usina termelétrica Termo São Paulo até o final de outubro, o que é necessário para que a empresa participe do leilão de energia nova A-5, marcado para 20 de dezembro.

REUTERS

22 de setembro de 2011 | 17h21

"Estamos trabalhando para isso. Nem tudo está na nossa mão", disse a diretora de Tesouraria e de Relações com Investidores do grupo AES Brasil, Clarissa Sadock, nesta quinta-feira, a jornalistas.

Segundo ela, a companhia ainda está realizando as negociações sobre o fornecimento de gás natural. "As discussões estão na mesa. É natural que a Petrobras participe (das conversas)", disse.

A termelétrica de 550 megawatts (MW) de potência instalada ficará em Canas, São Paulo, em uma região favorável ao abastecimento de gás, conforme disse Clarissa, com acesso a gasoduto.

O investimento previsto na usina é de 1,1 bilhão de reais e o consumo de gás estimado para o projeto é de 2,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Com a usina, a empresa atende ao compromisso firmado com o governo paulista, à época da privatização, de expandir a capacidade de geração instalada no Estado em 15 por cento.

ENERGIA DISPONÍVEL

A energia da AES Tietê que é fornecida para a AES Eletropaulo e fica descontratada a partir de 2016 ainda não tem destino definido.

"A nossa área comercial entende que ainda está cedo para vender esse volume de energia. Então a gente entende que daqui uns dois ou três anos vamos ter uma liquidez maior pra venda de energia para 2016 a clientes livres", disse Clarissa, sobre os cerca de 1.281 MW médios de energia assegurada da AES Tietê.

A executiva acrescentou que ainda não foi definido o montante de energia que será negociado no mercado livre e no mercado regulado. "A estratégia de como será feita a venda está em aprovação interna que vai envolver toda essa questão de preço, de prazo, de alocação", disse ela.

No mercado regulado, a companhia poderia vender a energia no leilão de energia existente A-1 um ano antes do vencimento do contrato.

(Por Anna Flávia Rochas)

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