Aftosa: Exército aumenta postos na fronteira entre MS e Paraguai

São Paulo, 6 - O número de postos do Exército na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, que fazem parte da "Operação Boiadeiro", vai aumentar de cinco para quinze, de acordo com informações do delegado do Ministério da Agricultura do MS, José Antonio Roldão. Segundo ele, a medida visa cobrir toda a extensão da fronteira entre os dois países diante da dúvida ainda existente sobre os focos - oficialmente de rinotraqueíte bovina - que estão sendo registrados no Paraguai. Neste final de semana, a "Operação Boiadeiro" foi responsável pela apreensão e abate sanitário de 84 cabeças de gado que estavam cruzando ilegalmente a fronteira entre Paraguai e Brasil. Segundo Roldão, o gado vinha sem registro de origem. Ele informa que não se sabe de quem eram os animais e nem o destino deles. Roldão também informou que no dia 9 de setembro será realizado uma nova reunião entre representantes da defesa agropecuária brasileira, paraguaia tendo o Centro Panamericano de Febre Aftosa como mediador. Nesta reunião serão discutidas formas de ação conjunta entre os dois países para discutir métodos de prevenção contra aftosa. "Faremos uma programação sobre medidas a serem tomadas", disse. O delegado não soube dizer, contudo, se realmente será feita a sorologia dos animais paraguaios que oficialmente estariam com rinotraqueíte como o próprio havia afirmado na semana passada. "Tudo vai depender da reunião", disse. Segundo ele, na dúvida, aumenta-se o número de postos na fronteira.

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