Aftosa: governo quer status de área livre para sul do Pará

São Paulo, 18 - O secretário de Produção e Comercialização, Linneu da Costa Lima, do Ministério da Agricultura, informou hoje que o governo brasileiro pretende encaminhar à Organização Internacional de Epizootias (OIE), no início do ano que vem, um pedido de declaração do sul do Pará como área livre de febre aftosa com vacinação. Costa Lima explicou que a área seria limitada ao norte e oeste pela floresta e ao sul pelo Estado de Mato Grosso, que já é livre de aftosa com vacinação. O secretário disse, ainda, que não há previsão para o fim do embargo da Rússia às carnes brasileiras. Os russos justificaram a suspensão das importações com o registro de um caso de febre aftosa em rebanho do Amazonas, em Careiro da Várzea, região que não é exportadora de carne bovina. Costa Lima disse que o governo brasileiro estuda meios de estreitar os laços com a Rússia, para evitar transtornos dessa natureza, e também porque "os russos compram US$ 4 milhões/dia de carne do Brasil". Segundo ele, uma das alternativas analisadas é a instalação de um escritório de representação em Moscou, "que poderia ser misto, privado e estatal", explicou. O secretário finalizou que a balança comercial com a Rússia é uma das poucas que é superavitária. Nesse sentido, o Brasil poderia equilibrar melhor o comércio comprando produtos russos como minerais, petróleo, trigo e aviões, "o que for do interesse do Brasil", concluiu.

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