Agrenco abre ações para anular cobrança de dívida 'inexistente'

A companhia de agronegócios Agrenco, cujas subsidiárias brasileiras estão em recuperação judicial, abriu 12 ações judiciais para anular dívidas fiscais no Estado do Mato Grosso que afirma serem "inexistentes" e originadas no período da administração anterior da empresa.

Reuters

20 de agosto de 2012 | 08h41

A empresa também afirmou que está buscando investidores para as unidades e refez projeções de capacidade processamento de soja.

O valor da dívida fiscal não foi divulgado. A Agrenco afirma que as subsidiárias "confessaram dívidas fiscais inexistentes" e que a administração anterior "absteve-se de apresentar defesa em inúmeros autos de infração para combater dívidas também inexistentes e/ou inconsistentes".

As 12 ações foram abertas na sexta-feira passada e "outras 9 serão ajuizadas nesta semana, visando a comprovação de que toda a quantidade de soja e milho que saiu do MT para exportação foi de fato, efetivamente exportada".

Segundo a companhia, os processos podem reduzir sensivelmente o passivo fiscal das subsidiárias. A Agrenco ainda denunciou o assunto ao Ministério Público de São Paulo e afirmou que o MP paulista instaurou investigação para "apuração dos fatos e de eventual prática de crime".

INVESTIDORES

A Agrenco informou ainda que contratou empresa especializada para criar um "data room" para dar mais transparência às informações da empresa. A central permitirá aos interessados realizar auditoria nas empresas alvo de eventuais investimentos.

"A companhia acredita que, com a entrada de um investidor estratégico e a implementação da capacidade operacional dos complexos industriais... (das subsidiárias em recuperação), o valor da companhia e de seus BDRs aumentará significativamente."

A empresa ainda realizou análise junto a consultores e fabricantes de equipamentos que concluiu que com investimentos de 10 milhões de dólares será possível gerar capacidade de processamento de seus complexos industriais de Alto Araguaia e Caarapó para um total de 2.10 0.000mt/ano base soja, 100.000mt de caroço de algodão e 12.000mt de lecitinas não geneticamente modificadas.

"Estes novos parâmetros ajustam para melhor e mais consistente, as perspectivas de geração de valor da empresa e de seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado em montantes de até 40 por cento maiores do que as projeções anteriores", disse a empresa.

A companhia pretende entregar balanço auditado do final de 2011 à Comissão de Valores Mobiliários e ao mercado até o final deste mês.

(Por Sérgio Spagnuolo)

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