Agronegócio: superávit até setembro é de US$ 26,252 bilhões

Brasília, 7 - O superávit da balança comercial do agronegócio somou US$ 26,252 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, crescimento de 39,4% em relação ao resultado de igual período do ano passado. Segundo o Ministério da Agricultura, nos nove primeiros meses de 2003, o superávit comercial foi de US$ 18,832 bilhões. O saldo comercial de 2004 é resultado de US$ 29,864 bilhões em exportações e US$ 3,611 bilhões em importações. A receita cambial obtida com as exportações cresceu 33,5% em relação ao acumulado de 2003. Os gastos com importações cresceram 2,1%. Dados do Ministério mostram que o resultado das exportações agrícolas no acumulado do ano até setembro (US$ 29,864 bilhões) e o superávit comercial (US$ 26,252 bilhões) são recorde para períodos de janeiro a setembro. A avaliação da área técnica do ministério é de que o desempenho das exportações no período foi impulsionado pelo incremento nas exportações do complexo soja, com crescimento de 38,3%. As exportações de carnes também tiveram aumento significativo: 59,6%. O governo também destacou o crescimento de 52,3% nos embarques de madeiras e materiais para construção e as exportações de açúcar e álcool (crescimento de 40,2%). As vendas externas de cereais, farinhas e preparações cresceram 168,9% no acumulado do ano até setembro. O resultado positivo nos grupos citados deve-se ao crescimento do volume embarcado e aos preços mais elevados em relação ao mesmo período ano anterior. De forma individual, os produtos cujos volumes exportados apresentaram incrementos mais significativos foram: farelo de soja (11,5%); óleo de soja bruto (16,6%); açúcar (29,8%); carne bovina "in natura" (51,9%); frango "in natura" (24,2%); e milho (93,6%). As variações de preços mais significativas ocorreram nos seguintes produtos: soja em grão (33,5%); farelo de soja (28,1%); carne bovina "in natura" (24%); frango "in natura" (20,1%); carne suína (37,4%); e café em grãos (30,5%). De acordo com a área técnica do ministério, os embarques de produtos agrícolas para o Mercosul cresceram 22,5% no acumulado do ano. Para a União Européia, as vendas cresceram 28%, bloco que absorveu 34,7% das exportações totais do agronegócio no período. Para a Ásia, com exceção do Oriente Médio, as exportações, em valores, cresceram 44,9%. As vendas de produtos agrícolas para o Oriente Médio cresceram 55% e para a África, 52,6%. A participação da Ásia nas importações de produtos agrícolas do Brasil aumentou de 19%, em 2003, para 20,6% em 2004. O Nafta teve sua participação reduzida de 17,3% para 15,5% no mesmo período. O governo também destacou o crescimento de 6,4% para 7,4% da participação do Oriente Médio. A participação da África cresceu de 4,7% para 5,4%. Em termos de países destinos, os principais parceiros continuam sendo Estados Unidos, Países Baixos e China. Entre outubro de 2003 e setembro de 2004, as exportações do agronegócio somaram US$ 38,134 bilhões, 30,4% acima do período anterior, entre outubro de 2002 e setembro de 2003, quando os embarques renderam US$ 29,254 bilhões. Nos últimos 12 meses, os gastos com importações de produtos agrícolas cresceram 4,7%, somando US$ 4,864 bilhões. O resultado foi superávit comercial nos últimos 12 meses de US$ 33,270 bilhões, 35,2% acima de período anterior. Tanto as exportações quanto o superávit comercial apresentaram valores recordes para períodos de 12 meses da série iniciada em 1989. A área técnica do ministério também lembrou que é a primeira vez que as exportações agrícolas superam a cifra de US$ 38 bilhões e o saldo comercial do setor ultrapassa US$ 33 bilhões em períodos de 12 meses. No período, as exportações de carnes cresceram 55,8%. Os embarques de soja foram 35,2% superiores. As vendas de madeiras subiram 46,7%. O governo também destacou o incremento das exportações de açúcar e álcool (29%), Nos últimos doze meses, as exportações brasileiras do agronegócio apresentaram crescimento para todos os destinos. A União Européia foi o principal comprador dos produtos brasileiros, com 35,2% das exportações totais; seguida pela Ásia, com 19,5%, e Nafta, com 15,9%. No mês de setembro, as exportações de produtos agrícolas somaram US$ 3,839 bilhões, crescimento de 23,3% na comparação com o mesmo mês de 2003, quando os embarques renderam US$ 3,113 bilhões. Do total arrecadado pelo País com exportações, US$ 8,923 bilhões, o setor agrícola foi responsável por 43%. As importações agrícolas recuaram 3,7% em relação a setembro de 2003, totalizando US$ 417 milhões. O saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 3,422 bilhões, 27,7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior e também o maior para meses de setembro da série histórica iniciada em 1989. Em setembro, complexo soja, carnes, açúcar e álcool e produtos florestais impulsionaram as exportações. Estes grupos de produtos juntos foram responsáveis por quase 80% do incremento das exportações do agronegócio. As vendas externas do complexo soja geraram uma receita de US$ 1,131 bilhão, 29,2% acima dos US$ 875 milhões obtidos em igual período do ano anterior. Os valores exportados de soja em grãos cresceram 37,8% para US$ 647 milhões, apoiados no aumento tanto dos preços (31,1%) quanto de quantidade embarcada (5,2%). As exportações de farelo de soja cresceram 17,7% (de US$ 305 milhões para US$ 359 milhões), resultado do crescimento dos preços (9,1%) e da quantidade (7,8%). As exportações de óleo de soja em bruto apresentaram crescimento de 3%, resultado dos preços mais elevados (8,9%), uma vez que a quantidade exportada diminuiu 5,3%. O ministério também destacou o crescimento de 118% no volume embarcado de óleo de soja refinado, o que rendeu US$ 37 milhões, 132% acima do valor registrado no em setembro de 2003. O Ministério da Agricultura informou que as exportações de carnes geraram receita cambial de US$ 499 milhões no mês de setembro, 31% superior aos US$ 380 milhões obtidos em igual período de 2003. Os embarques de carne bovina "in natura" somaram 92 mil toneladas, 73,9% acima do volume exportado em setembro de 2003 (53 mil toneladas). Em termos de valor, o incremento foi de 72,3% para US$ 192 milhões. Os preços médios do produto recuaram 0,92% no mês. No caso da carne bovina industrializada, o valor exportado aumentou 64,8% para US$ 48 milhões, resultado do incremento dos preços (12,7%) e das quantidades (46,1%). As exportações de "frango in natura" cresceram 10,8%, com os preços em queda de 0,31%, o que resultou em receitas de US$ 203 milhões, comparados com US$ 184 milhões no mesmo período do ano anterior. As exportações de carne suína também apresentaram crescimento, com uma variação de 28,9%, devido basicamente a um aumento nos preços (37,5%). A quantidade exportada diminuiu 6,2%. As exportações de açúcar e álcool foram 36,7% maiores. O crescimento das receitas de vendas externas de açúcar (22,3%, de US$ 242 milhões para US$ 296 milhões) foi impulsionado pelo incremento de 15% no volume embarcado. A exportação de álcool rendeu US$ 61,5 milhões, comparados com US$ 19,5 milhões em setembro de 2003. O governo ainda destacou as exportações brasileiras de café (verde mais solúvel), que passaram de US$ 158 milhões para US$ 175 milhões.

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