Ainda há vazamento residual em campo da Chevron--ANP

Ainda há vazamento residual nos dois pontos onde ocorreram derrames de petróleo no campo de Frade, operado pela Chevron na bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Reuters

20 de julho de 2012 | 13h38

No local do vazamento de novembro, que levou a petroleira americana a interromper atividades de perfuração no campo, ainda brotam por dia 20 litros de petróleo do fundo do oceano, disse a diretora-geral da reguladora, Magda Chambriard, durante apresentação de relatório sobre o incidente.

Segundo ela, o volume do vazamento calculado pela ANP, de 3,7 mil barris, considera o total que foi derramado desde a data do incidente até agora --e inclusive o óleo que ficou retido na rocha após o problema e que deverá ainda continuar vazando por algum tempo que ela não soube especificar.

A estimativa de derrame da Chevron diverge do cálculo da ANP. Segundo a petroleira, vazaram 2,4 mil barris de óleo na ocasião do acidente.

No local do segundo vazamento, ocorrido em março deste ano, um volume entre 10 e 15 litros de óleo por dia continua vazando do fundo do mar.

O superintendente da área de Segurança Operacional de Meio Ambiente da ANP, Raphael Moura, afirmou que óleo que está vazando ainda nos dois locais do campo de Frade está sendo capturado por submarinos e armazenado em contêineres.

"Esse vazamento está se reduzindo, a vazão já é a metade do que era há três meses. Mas não podemos dizer quando, não sabemos quando vai parar", afirmou o técnico da reguladora.

Magda voltou a descartar que autorizará a empresa retomar atividades exploratórias na região.

"No momento entendemos que perfuração e reinjeção de água no campo de Frade ainda não é segura."

(Reportagem de Sabrina Lorenzi)

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