Ainda vamos avaliar política fiscal de 2012, diz Tesouro

Segundo o secretário Arno Augustin, é certo que o cenário turbulento internacional afetará o aumento do crescimento econômico brasileiro

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 12h01

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou nesta quarta-feira, 19, que o governo ainda irá avaliar a condução da política fiscal em 2012, de acordo com o cenário econômico. "Vamos avaliar 2012. Ainda é muito cedo. Por enquanto, a política é a de superávit primário cheio que o ministro (Guido Mantega) já anunciou e que a presidente (Dilma Rousseff) já anunciou", disse Augustin, após participar de reunião fechada com deputados da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Ele disse que em 2011 optou por aumentar o superávit primário para que a política fiscal, mais rígida, desse espaço à política monetária. "Usamos o instrumento de política fiscal porque achamos que o melhor mix era uma política fiscal mais forte", afirmou.

Augustin disse ainda que o governo vem alertando para as dificuldades internacionais e que a avaliação é de grande preocupação. Segundo ele, o cenário internacional não é bom e certamente o cenário de menos crescimento econômico no mundo afetará o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. "Temos que tomar medidas para minorar esses efeitos, mas é claro que vamos sofrer", disse.

O secretário, no entanto, evitou fazer projeções sobre o crescimento econômico brasileiro e sobre se haverá necessidade de mudar a política fiscal para acelerar o ritmo da economia, que, segundo o Banco Central, desacelerou além do esperado. "O governo está preocupado em adotar medida para um crescimento econômico equilibrado. Quando se fala em estimativa de crescimento, o mais relevante não é quem acerta mais, mas quais ações estão corretas", afirmou. Augustin, porém, admitiu que no mundo em crise preocupa o ritmo de crescimento econômico. "Estamos olhando permanentemente os indicadores", disse o secretário.

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