Alavancagem da Braskem sobe no primeiro trimestre

A relação entre dívida líquida e Ebitda da Braskem cresceu de 3,54 vezes no final do ano passado para 3,61 vezes no encerramento do primeiro trimestre deste ano. Em dólares, o indicador oscilou de 3,42 vezes para 3,62 vezes.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

09 de maio de 2013 | 11h25

Esses números, destaca a empresa, excluem montantes referentes ao projeto de construção de um complexo petroquímico no México. Quando excluído o empréstimo-ponte do projeto, que será repago no recebimento da primeira parcela do project finance atrelado ao empreendimento, em junho, a alavancagem da Braskem em reais fica em 3,33 vezes. A operação soma US$ 619 milhões. Em dólares, a relação entre dívida líquida e Ebitda encerrou o primeiro trimestre em 3,34 vezes.

A variação do indicador reflete a melhoria do Ebitda da Braskem, compensada negativamente pela elevação da dívida líquida. O endividamento líquido da petroquímica cresceu 6% entre os períodos e chegou ao final de março em R$ 14,017 bilhões. A dívida bruta cresceu 3,4%, atingindo R$ 18,107 bilhões, e o volume de recursos em caixa encolheu 6,9%, para R$ 3,253 bilhões.

No primeiro trimestre, a Braskem recebeu R$ 163 milhões referentes à 1ª parcela da alienação dos ativos da Unidade de Tratamento de Água. O prazo médio do endividamento da Braskem ao final do primeiro trimestre estava em aproximadamente 14 anos. Quando considerada apenas a parcela da dívida em dólares, o prazo médio era de 19 anos. O custo médio da dívida era de 5,98% em dólares e de 8,00% em reais, contra 6,24% em dólares e 7,58% em reais ao final do trimestre anterior.

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