Alckmin negocia elevar endividamento de SP em R$ 17 bi

Em reunião com Mantega, governador argumentou que recursos são necessários para investimentos em mobilidade urbana, obras estruturais, saneamento e habitação

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

24 de junho de 2011 | 18h44

Três meses após cobrar da presidente Dilma Rousseff o aumento da capacidade de endividamento do estado de São Paulo, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se reuniu na tarde desta sexta-feira, 24, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para agilizar as negociações. De acordo como governador, como o estado fez o seu ajuste fiscal, o governo estadual vê a possibilidade de ampliar a capacidade do endividamento em R$ 17 bilhões. Em março, trabalhava-se com um valor de R$ 15 bilhões. "São Paulo fez o ajuste fiscal, então nós temos o direito a uma capacidade de financiamento maior para grandes obras estruturais", cobrou o governador.

Alckmin esteve reunido com Mantega no escritório da presidência da República na Avenida Paulista durante duas horas. No encontro, o governador argumentou que os recursos são necessários para investimentos em mobilidade urbana (30 quilômetros de metrô e trens) e obras estruturais, como hidrovias, saneamento e habitação. A expectativa é que, nas próximas duas semanas, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, e o secretário estadual da Fazenda, Andrea Calabi, devam chegar a um acordo sobre o montante do endividamento do estado a ser autorizado.

Alckmin revelou que durante o encontro eles também conversaram sobre impostos para importações, ICMS, lei de royalties e comércio eletrônico. "A conversa foi mais geral", contou o governador. Eles também não aprofundaram a discussão sobre a mudança do indexador da dívida dos estados, que atualmente é o IGP-DI. "Isso é um tema para os 27 estados", justificou Alckmin.

Copa 2014

Sobre as críticas que secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, fez nesta sexta-feira ao andamento das obras para a Copa de 2014, o governador acredita que a preocupação é relevante, mas que as obras e as medidas necessárias para a realização do evento em São Paulo estão bem encaminhadas.

Ele citou as obras do estádio do Corinthians, em Itaquera, que ainda estão em fase de terraplanagem, mas que devem ser aceleradas durante o período de estiagem, e a ampliação dos aeroportos, incluindo Guarulhos e Viracopos. O governador elogiou a decisão do governo federal de privatizar alguns aeroportos, o que, na opinião dele, vai dar celeridade às mudanças necessárias para a Copa do Mundo.

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