Alcoa anuncia redução da produção de alumínio no Brasil

A Alcoa anunciou que fará uma redução temporária de 147 mil toneladas da sua capacidade de produção de alumínio primário em São Luís (Alumar-MA) e em Poços de Caldas (MG). A companhia alegou, em nota enviada à imprensa, que a decisão foi tomada por conta de "condições desafiadoras do mercado global e ao aumento de custos de suas operações, que deixaram de ser competitivas". A empresa informou que os ajustes serão realizados até o final de maio de 2014.

FERNANDA GUIMARÃES, Agencia Estado

28 de março de 2014 | 11h52

A companhia reduziu no ano passado 34 mil toneladas em Poços de Caldas e 97 mil toneladas em São Luís. Os ajustes anunciados nesta sexta-feira, 28, incluem as 62 mil toneladas restantes da capacidade de produção de alumínio primário de Poços de Caldas, resultando no fechamento temporário das três linhas de produção de metal da unidade. Outras 85 mil toneladas serão reduzidas em São Luís, segundo a empresa.

"Em todo o mundo, estamos tomando medidas para reduzir a capacidade de produção dos smelters que não são competitivos e reposicionar nosso perfil de custos", afirma Bob Wilt, presidente da Divisão Global de Produtos Primários da Alcoa, na nota.

De acordo com a Alcoa, a refinaria de Poços de Caldas também ajustará sua produção devido à redução de capacidade do smelter. A mina, a fábrica de pó de alumínio e a fundição continuarão operando normalmente, assim como a refinaria de São Luís. As demais operações da Alcoa no Brasil não serão afetadas.

"Apesar do trabalho duro realizado pelo time para tornar nossas operações mais competitivas, fomos forçados a tomar medidas difíceis em relação à nossa produção de metal primário no Brasil, em função das condições de mercado que enfrentamos. Agradecemos o apoio dos governos, em todos os níveis, e vamos trabalhar ativamente em parceria com nossos funcionários, sindicatos e comunidades para administrar esta transição e minimizar os impactos", afirmou o presidente da Alcoa América Latina & Caribe, Aquilino Paolucci.

Capacidade

A Alcoa iniciou a revisão de 460 mil toneladas da sua capacidade de produção em todo o mundo em maio do ano passado. Quando todos os ajustes temporários ou fechamentos anunciados forem realizados, a Alcoa terá desligado aproximadamente 800 mil toneladas ou 21% da sua capacidade de produção de alumínio primário.

No Brasil, os custos relacionados à reestruturação dos ajustes realizados no primeiro trimestre são estimados entre US$ 40 milhões e U$ 50 milhões, após impostos e participação de não controladores ou U$ 0,04 a U$ 0,05 por ação, dos quais cerca de 30% serão non-cash.

No País, a Alcoa possui seis unidades produtivas, centro de distribuição e escritórios nos Estados do Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal. A Alcoa é detentora de 100% do smelter de Poços de Caldas e 60% de São Luis, em associação com a BHP Billiton (40%). A companhia também é acionista da Mineração Rio do Norte (MRN) e de quatro usinas hidrelétricas: Machadinho, Barra Grande, Serra do Facão e Estreito.

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