Álcool: Carvalho vai a Tóquio discutir abertura de mercado japonês

Brasília, 1 - O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool, Luis Carlos Correia Carvalho, viaja hoje para Tóquio, onde discutirá a abertura do mercado japonês ao álcool brasileiro. Ele manterá contatos com autoridades governamentais e órgãos de financiamento do agronegócio nas áreas de pesquisa e produção de combustíveis alternativos para demonstrar que a tecnologia do biocombustível e do etanol já está consolidada no Brasil. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura. Entre quinta e sexta-feira, 2 e 3, ele cumprirá uma intensa agenda de negociações para articular futuras parcerias com os japoneses. Carvalho terá reuniões com técnicos do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca, no Ministério da Economia, Comércio e Indústria, do Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC) e da Organização para o Desenvolvimento de Novas Energias e Tecnologia Industrial (NEDO). Carvalho, que viaja a Tóquio a pedido do Ministério da Agricultura, Roberto Rodrigues, vai reafirmar que o Brasil está pronto para ser um parceiro constante e confiável do Japão no fornecimento de álcool para a mistura à gasolina. No ano passado, o governo japonês autorizou a mistura de até 3% de álcool anidro na gasolina. Desde então, o Japão vem demonstrando interesse em importar o produto brasileiro. O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool também tratará com os dirigentes da NEDO dos estudos, estruturação e desenvolvimento do Pólo de Biocombustíveis de Piracicaba, no interior de São Paulo. Será discutida também a agenda de encontros que o presidente da NEDO na área de álcool, Naoki Nishio, cumprirá durante visita ao Brasil, em outubro. Com a diretoria do JBIC, Carvalho vai avaliar projetos de ampliação da área de plantio de cana-de-açúcar, instalação de novas destilarias e a melhoria da infra-estrutura de exportação. O JBIC já manifestou interesse em liberar uma linha de crédito destinada a incentivar a produção brasileira de álcool para atender o mercado japonês. Com a mistura de 3% de álcool na gasolina, abre-se uma perspectiva do Japão importar, a médio prazo, cerca de 2 bilhões de litros de etanol por ano.

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