Ale e Chevron formam parceria em lubrificantes no Brasil

Com o acordo, a expectativa é que as vendas da empresa americana aumentem entre 5% e 7% no País

Kelly Lima, da Agência Estado,

26 de outubro de 2009 | 14h20

A norte americana Chevron formou parceria com a distribuidora brasileira Ale Combustíveis - a quarta no ranking do mercado nacional - para comercializar seus lubrificantes no País. Com a parceria, a expectativa é que as vendas da Chevron aumentem entre 5% e 7% no Brasil, segundo o diretor da companhia no Brasil, Antonio Ennes. Este crescimento deve elevar o market share da Chevron na área de lubrificantes de 17% para 18,5%. Atualmente, a empresa ocupa a segunda posição no ranking, atrás apenas da Petrobrás.

 

Para a Ale Combustíveis, os novos negócios devem se reverter num aumento de vendas em torno de 1%. O volume de novos negócios deve atingir R$ 44 milhões, informou o vice-presidente da empresa, Jocelino Silva. "Compartilhando instalações e logística tendemos a melhora nosso centro de distribuição", disse.

 

Depois de adquirir os ativos da nordestina Sat, da Polipetro no Sul e mais os pontos de distribuição da Repsol, a Ale conta hoje com 1,7 mil postos revendedores e atua em mais 3 mil postos de bandeira branca, que representam 40% e suas vendas totais. "Há espaço para crescer mais, especialmente na região Sudeste", disse Silva, reiterando que a Ale mantém interesse em aquisições. "Somos compradores e estamos avaliando oportunidades", disse.

 

Abertura de capital

 

A companhia também mantém em pauta a discussão sobre abertura de capital. "Não há nada definido no momento, mas deixamos tudo sempre pronto para quando o mercado melhorar", disse o presidente da companhia, Sergio Cavallieri, também presente à entrevista coletiva.

 

Segundo ele, a Ale fechou-se para novos investimentos no final do ano passado e início de 2009, para consolidar o portfólio e executar a transição das empresas adquiridas. "Agora já estamos olhando de novo para possíveis ativos", disse, destacando que o pior da crise "já passou". "Nossas vendas devem ficar estagnadas este ano, apesar de um forte crescimento do mercado consumidor de álcool, na casa dos 30%", comentou.

 

Já no caso da Chevron, o mercado consumidor em 2009 deve empatar com 2007. "Na prática, tivemos em 2008 um crescimento de 8% nas vendas, e uma queda de 8% em 2009. Isso faz com que tenhamos voltado a vender o mesmo que em 2007", comentou Ennes, da Chevron. O executivo descartou que ao repassar os ativos da Texaco no Brasil para o grupo Ultra no ano passado tenham ocorrido "baixas" nas vendas. "Estes ativos foram absolutamente repostos com outros canais de comercialização", garantiu.

 

Segundo ele, a expectativa é de que o mercado de lubrificantes triplique até o ano 2020, o que deve exigir um esforço de suas duas unidades instaladas no país. A maior delas, em Duque de Caxias (segunda maior do mundo), deve passar a ocupar três e não somente um turno como atualmente, para atender a esta demanda. Também há perspectiva de aumentar o volume exportado, que hoje é de menos de 1% da fabricação total. "No momento, os preços tornam a exportação impraticável", comentou.

 

A unidade de lubrificantes da Chevron é a única da rede privada a estar conectada à Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) por dutos, o que facilita a logística da companhia. Mas além do Brasil, a Chevron possui unidades fabris também na Argentina, Chile, Colômbia e Equador, na América do Sul, além de outras 29 no mundo todo.

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