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Alemanha determina recall obrigatório para carros a diesel da Volkswagen no país

A decisão envolve 2,4 milhões de veículos; recall deve começar no próximo ano

O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2015 | 09h24

FRANKFURT - O Ministério dos Transportes da Alemanha determinou que a Volkswagen realize um recall de seus modelos a diesel com um software que fraudava testes de emissão de poluentes, disse nesta quinta-feira, 15, o ministro dos Transportes, Alexander Dobrindt. A decisão envolve 2,4 milhões de veículos. O recall deve começar no próximo ano e a montadora terá de apresentar detalhes técnicos da solução que pretende dar para o problema até o fim de novembro, acrescentou a autoridade.

"A Volkswagen está em uma posição de fornecer as medidas técnicas", disse Dobrindt, acrescentando que mais discussões com a companhia devem ocorrer na próxima semana. A autoridade federal alemã para transportes a motor supervisionará a operação.

O executivo-chefe da Volks, Matthias Müller, disse em recente entrevista que, se a autoridade alemã aprovar o plano da empresa para reparar os veículos, o recall pode começar já em janeiro. A empresa não deu detalhes sobre as exigências das autoridades alemãs.

Anteriormente, o tabloide alemão Bild informou que a Volkswagen havia proposto um recall voluntário, no qual alguns consumidores poderiam escolher se queriam manter a tecnologia com problemas, permitindo um desempenho melhor em situações de teste que nas ruas.

No mês passado, a companhia admitiu que instalou um software em quase 11 milhões de veículos. A Alemanha é o mercado mais afetado, com 2,4 milhões desses veículos. No total, quase 8 milhões deles foram comercializados na Europa, principalmente em Reino Unido, França e Espanha.

A ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Barbara Hendricks, pediu que sejam definidos testes e regulações mais duras, para garantir que os veículos a diesel não poluam mais que o permitido por lei. Hendricks já disse que gostaria de ver mais carros elétricos rodando, especialmente para melhorar a qualidade do ar nas cidades, mas não é por isso contra o diesel nem propôs mais impostos para esses veículos. 

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