Alemanha tem crescimento fraco, enquanto PIB dos demais países cai

O PIB preliminar da Alemanha cresceu 0,1% no 1º trimestre; PIB da França, a 2ª maior economia do bloco, caiu 0,2%

Lucas Hirata e Danielle Chaves, da Agência Estado,

15 de maio de 2013 | 08h16

FRANKFURT - A economia da Alemanha teve um começo de ano surpreendentemente fraco, segundo o escritório de estatísticas do país. O Produto Interno Bruto preliminar do primeiro trimestre cresceu 0,1% ante os três meses anteriores, ficando aquém das previsões de economistas de uma expansão de 0,3%, após uma breve e forte contração no quarto trimestre.

O escritório de estatísticas também revisou para baixo seus dados do PIB do quarto trimestre. O PIB alemão contraiu 0,7% no quarto trimestre em relação ao terceiro, abaixo de sua estimativa inicial de uma contração de 0,6%. Os dados são ajustados de acordo com a inflação e levam em conta variações sazonais assim como o número de dias úteis em cada trimestre.

Além disso, o PIB da Alemanha contraiu 0,2% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, segundo dados ajustados ao calendário. A previsão era uma expansão de 0,2% na comparação anual.

França

O PIB da França contraiu 0,2% no primeiro trimestre de 2013 em relação ao período anterior de três meses, de acordo com dados preliminares da agência de estatísticas Insee. A contração foi maior do que a queda de 0,1% prevista por economistas consultados pela Dow Jones.

Os dados do primeiro trimestre também mostraram que a economia diminuiu 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, em linha com as previsões.

No primeiro trimestre, a economia da França sofreu com um enfraquecimento contínuo em investimentos, mostraram os dados da Insee. Investimentos de empresas não financeiras caíram 0,8% em relação ao final do ano, após uma contração de 0,7% no último trimestre de 2012. Os gastos do consumidor caíram 0,1% no primeiro trimestre em relação ao último trimestre do ano passado.

Itália

A economia da Itália contraiu mais do que o esperado no primeiro trimestre de 2013, com queda de 0,5% em relação aos três meses anteriores, tendo em vista que atividade recuou em todos os setores, exceto a agricultura, afirmou o instituto nacional de estatísticas Istat nesta quarta-feira.

O PIB da terceira maior economia da zona do euro contraiu agora por sete trimestres consecutivos, a mais longa recessão desde que o Istat começou a compilar dados comparáveis em 1990.

A leitura preliminar, ajustada a fatores sazonais e ao número de dias de trabalho, foi pior do que a previsão de uma contração trimestral de 0,3% segundo 19 economistas consultados pela Dow Jones. O PIB da Itália encolheu 2,3% nos três primeiros meses do ano em relação ao mesmo trimestre de 2012, disse o Istat, um pouco pior do que a previsão de um declínio anual de 2,2%.

Portugal

O PIB de Portugal teve contração de 0,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três últimos meses de 2012, e declinou 3,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE).

No quarto trimestre de 2012 a economia portuguesa havia tido contração de 1,8% em base trimestral e de 3,8% em base anual. O INE informou que os dados finais sobre o PIB do primeiro trimestre serão divulgados no dia 5 de junho.

Grécia

O PIB da Grécia teve contração de 5,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares da agência de estatísticas local, a Elstat. O país permanece em uma profunda recessão, embora o ritmo do declínio econômico esteja perdendo força.

No quarto trimestre do ano passado o PIB grego havia caído 5,7% em base anual, enquanto no primeiro trimestre de 2012 a queda foi de 6,7%.

Chipre

A economia do Chipre caiu 4,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o serviço de estatísticas do país. Esse foi o sétimo trimestre de contração consecutivo. Ajustado por fatores sazonais e pelo número de dias úteis, o PIB declinou 1,3% na comparação com o quarto trimestre do ano passado e 4,1% em termos anuais.

No fim de março a pequena ilha do Mar Mediterrâneo se tornou o primeiro país da zona do euro a impor controles de capital para evitar um colapso do setor bancário, enquanto tentava obter uma ajuda internacional de 10 bilhões de euros (US$ 12,9 bilhões).

As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.